Aparecida libera Carteirinha Individual do Autista para acelerar atendimento

Famílias de pessoas com TEA contam com quatro pontos para adesão; sistema nacional garante assistência ampliada após sanção da “Lei Romeu Mion”

Eventos com informações sobre autismo, cada vez mais comuns; carteirinha para melhor atender (Foto: Reprodução)

Gabriela Oliveira
Aparecida

A Prefeitura de Aparecida iniciou a elaboração e confecção da Carteirinha Individual do Autista a todos os moradores da cidade portadores do espectro. A iniciativa busca dar visibilidade e prioridade de atendimento em serviços públicos e privados.

Sancionada em 2020, a “Lei Romeu Mion” (o nome é uma referência ao filho do apresentador de televisão Marcos Mion, que atua na propagação de informações e direitos da pessoa com TEA – transtorno do espectro autista), garante a Ciptea (Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista). A emissão é feita de forma gratuita e gradual por todo o país. Pensando nisso, as secretarias de Educação, Esporte e Cultura e de Desenvolvimento e Promoção Social implementaram a iniciativa em Aparecida, com o foco de garantir a prioridade de atendimento ao público autista.

Os responsáveis pelas crianças ou adolescentes matriculados na rede pública de ensino, que têm interesse na obtenção da carteirinha, devem informar os dados dos atendidos como o Cemaee (Centro Municipal de Atendimento à Educação Especial), localizado na Estação de Cultura, na rua Valério Francisco, no Centro. Em seguida, será feito o encaminhamento ao centro de atendimento assistencial mais próximo de onde a família mora. Outras pessoas com TEA, que não estão na rede de ensino, devem procurar diretamente o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) ou a Promoção Social. É necessário realizar o Cadastro Único para acompanhamento e contabilização de dados na carteirinha.

Os atendimentos serão realizados com horário agendado para que não haja espera no atendimento, pois o público autista necessita de rapidez.

Mãe do adolescente Kaiky, de 16 anos, que tem espectro autista moderado, Gislaine Lemes comemorou a liberação da carteirinha em relação a prioridade no atendimento. “Ninguém entende a necessidade que eles têm de ter um atendimento mais rápido. Muitos não conseguem esperar e podem entrar em crise”, lembrou.

Atualmente, 176 crianças e adolescentes são atendidos pela rede pública de ensino em Aparecida. A Prefeitura ainda não conseguiu identificar ao certo quantas pessoas com autismo habitam na cidade. “É importante que crianças, adolescentes e adultos venham fazer a carteirinha para que elas sejam visibilizadas, tenham prioridade no atendimento e acesso aos programas sociais”, segundo a secretária de Desenvolvimento e Promoção Social, Natália Carvalho.

De acordo com o atendimento, as famílias de pessoas com TEA devem estar atentos a quatro pontos disponíveis para contato: Promoção Social (3105-0714), Cras São Francisco (3105-1489), Cras Itaguaçu (3105-4006) e Cras Vila Mariana (3105-0724).

A reportagem do Jornal Atos entrou em contato com a secretária de Educação, Esporte e Cultura, Adrielle Romain, em busca de mais dados e informações sobre a Carteirinha do Autista, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

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