Ambulantes de Aparecida têm até o fim do ano para trocar lonas que cobrem as bancas

Material exigido pelo Corpo de Bombeiros é contra chamas

Feira Livre Aparecida 2014 (100)
Lonas anti-chamas serão obrigatórias na feira livre em Aparecida (Foto: Arquivo Atos)

Rafael Rodrigues
Aparecida

A última novidade que chegou aos ambulantes de Aparecida, que nem é tão nova assim, foi a notificação de que a partir do ano que vem, quem não estiver com as barracas cobertas com lonas fabricadas com material anti-chamas, não poderá trabalhar nos fins de semana na cidade. O prazo para que a categoria se adeque às normas de segurança impostas pelo Ministério Publico é dia 31 de dezembro desse ano.

De acordo com o secretário municipal de Indústria e Comércio Ambulante, Marcos Willian, a troca das lonas é uma exigência para cumprir as normas de segurança e combate a incêndio, seguindo as orientações do Corpo de Bombeiros. O material deverá conter acabamento e revestimento que atenda à Instrução Técnica nº 10, classificadas como IV-A.

Já não é a primeira vez que os ambulantes de Aparecida recebem tal notificação. Há cerca de três meses eles haviam sido avisados da mudança, entretanto, na oportunidade o material especificado não era encontrado no mercado, o que ocasionou reclamação da categoria e a suspensão da decisão.

“Naquele primeiro momento, quando notificamos os ambulantes, o bombeiro nos passou um material específico mas, na época, recebemos muitas reclamações dos feirantes que não encontravam a lona para vender no mercado. Diante disso passei para a coordenação do Corpo de Bombeiros, e o centro de combate incêndio analisou e constatou que esse modelo realmente não existia no mercado”.

Willians disse que ao longo desse período, tanto prefeitura como também as autoridades de segurança estudavam outra medida para evitar incêndios na feira livre. “Diante disso, eles fizeram um novo estudo para ver a lona adequada e retornaram com esse modelo. Essa lona o ambulante pode ficar tranquilo que vai encontrar para vender”.

De acordo com ele, mesmo não podendo indicar locais para que os ambulantes possam adquirir o material, todos têm sido instruídos em como proceder na troca. “Fizemos contato com algumas empresas do ramo, mas temos que tomar cautela porque não podemos indicar onde comprar ou não, mas o ambulante pode pesquisar”.

O presidente da Associação dos Ambulantes, João Major, disse que se é para o bem de toda categoria e para aumentar a qualidade do trabalho, todos estão de acordo, mas desde que não ‘pese no bolso’.

Quem não cumprir a exigência não perderá automaticamente a licença, mas ficará impedido de montar a banca enquanto não arrumar o material exigido.

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