Santa Casa aguarda Prefeitura para renovação de contrato do Pronto Atendimento em Aparecida

Administrador do hospital busca saída para evitar fim de utilização do prédio; com vencimento para 29 de março; parceria pode ser prorrogada por mais cinco anos

Entrada do PA de Aparecida; serviço aguarda assinatura de renovação entre Santa Casa e Prefeitura (Foto: Arquivo Atos)

Marcelo Augusto dos Santos
Aparecida

Em meio à pandemia do novo coronavírus, a Prefeitura de Aparecida e a Santa Casa de Misericórdia ainda não começaram as tratativas para renovação do contrato para a gestão do Pronto Atendimento. Desde de março de 2020, o PA é administrado pela Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, que também conduz a Santa Casa.

Com um custo mensal de R$ 500 mil por mês, a unidade atende os moradores da cidade e os romeiros que visitam o município, marcado por aumento de até 500% aos finais de semanas e feriados religiosos. De acordo com o administrador da Santa Casa, Frei Bartolomeu Schultz, o atual contrato vence no dia 29 de março e pode ser prorrogado por mais cinco anos. “A gente não teve nenhuma conversa com a Prefeitura sobre a renovação ou não. Estamos aguardando a Prefeitura se manifestar, pois encaminhei um ofício fazendo a perguntas se há o interesse ou não”, explicou Schultz.

O prédio, que hoje abriga o Pronto Atendimento, é de propriedade da Santa Casa de Aparecida. Caso não haja a renovação, o poder Executivo deve procurar um novo local.

Segundo Frei Schultz, o espaço poderá ser utilizado para outros fins. “Temos alguns projetos para trazer a ala de ortopedia e atendimentos eletivos, pois o atual espaço é muito limitado e levar o laboratório de análises clínicas para a porta de entrada, pois hoje ele fica na parte de cima”, esclareceu o frei.

A mudança para outro local vinha sendo planejado para o prédio da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) construído na avenida Chico Palma, que fica no bairro Santa Terezinha.

Orçada em R$ 2,7 milhões, a unidade foi anunciada em 2013 e após ser finalizada há anos, a Prefeitura transformou o local em 2020 no Centro de Enfrentamento Covid-19.

Na época, a gestão pediu uma autorização do Ministério da Saúde para que o prédio possa ser utilizado para outra função, já que uma UPA é inviável por conta dos custos de manutenção.

Boa parte dos materiais utilizados pelos profissionais de saúde também pertencem aos franciscanos. “Eu creio que devemos manter um diálogo com o Município, porque não tem nem equipamentos para manter, pois os equipamentos que estão aqui são da Santa Casa (…). A gente entende que não é viável tirar o Pronto Socorro daqui”.

A reportagem do Jornal Atos entrou em contato com a Prefeitura sobre o fim do prazo e o processo de renovação, mas nenhuma resposta foi encaminhada até o fechamento desta matéria.

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