Produtores da região vacinam gado contra aftosa

Campanha orienta para cuidados para evitar casos da doença, afastada à duas décadas; setor se organiza para abater crise

 

Os criadores da região participam desde o último domingo da segunda fase da campanha de vacinação contra a Febre Aftosa. Na região, a estimativa é de que 320 mil animais devem ser vacinados até o próximo dia 30, inclusive os que foram vacinados na etapa maio (que na época tinham de 0 a 24 meses).

A Associação Agropecuária e o Sindicato Rural de Guaratinguetá alertam os criadores para a imunização obrigatória, que segue determinação do Ministério da Agricultura, para manter afastado risco da doença, sem casos registrados no estado há vinte anos. “Essa fase é um reforço, obrigatório, para mantermos longe o risco da doença. No Paraná, por exemplo, não há risco, mas mesmo assim eles voltaram a vacinar. Em São Paulo, há um trabalho sério, com duas fases”, enfatizou o presidente do sindicato Fábio Publio.

Na sub-região de Guaratinguetá a Coordenadoria de Defesa Agropecuária estima que responsáveis por 4,8 mil propriedades de 18 municípios devem fazer parte da campanha. Os criadores têm até o dia 7 de dezembro para apresentar os comprovantes de vacinação, com risco de multa R$ 60 a R$ 90 por cabeça a quem não comunicar ou não aplicar o medicamento no rebanho.

O último índice alcançado na segunda etapa da vacinação em 2014, atingiu 99,02% no estado.

Doença – A febre aftosa não tem cura. Altamente contagiosa, ela é causada por um vírus transmitido pela baba do animal. Resistente, ele é capaz de durar meses na medula óssea do animal (mesmo depois de morto), atingindo espécies como bovinos, bubalinos (búfalo), ovinos, caprinos e suínos.

Os animais infectados apresentam feridas na boca e na língua, reduzindo o consumo de alimentos e água, andam com dificuldade, se isolam do resto do rebanho e, no caso das vacas leiteiras, há uma diminuição da produção de leite. Ao ser atestada a infecção, o gado precisa ser sacrificado.

Crise – Além da febre aftosa, outra preocupação dos produtores é com relação aos impactos da crise econômica sobre o setor. Públio acredita que o problema é agravado pela falta de poder aquisitivo da população, que diminui o consumo.

Segundo o sindicalista, entre os criadores de gado, o produtor leiteiro vem sentindo mais a pressão da crise. “A cooperativa tem hoje toneis lotados de leite. O poder aquisitivo cai e sobra produto. Este mês, mais uma vez haverá baixa no preço do leite, mas os insumos aumentam. O gado de corte passa por um momento melhor, mas também enfrenta problemas. A exportação ajuda, já com o leite é até o contrário, tem entrada de produto externo”. Destacou Públio. “O importante é que aprendemos a nos mexer com as outras crises e sabemos que temos que nos movimentar”.

Em meio à crise, ele destaca a necessidade dos produtores aproveitarem o trabalho realizado por órgãos de direção no setor. “A associação, o sindicato e a cooperativa ajudam a orientar e formar, dando assistência. Funcionamos como um amortecedor para evitar um maior impacto com essa crise”.

Serviço – A Associação Agropecuária e do Sindicato Rural realizam o preenchimento do controle de animais vacinados para seus associados durante o período da Campanha. O produtor deve procurar um dos escritórios das entidades e requisitar o atendimento. É possível ainda entrar em contato com as entidades pelo telefone (12) 3132-4400.

Compartilhar é se importar!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

× Como posso te ajudar?