Lavrinhas pede apoio à Defesa Civil estadual após estragos com fortes chuvas

Cidade registrou colapso de solo e famílias são desalojadas depois de ordem interdição de imóveis no bairro Pinheiros

Cratera aberta após rompimento de tubulação; fortes chuvas castigam cidades da região (Foto: Divulgação PML)

Lucas Barbosa
Lavrinhas 

Temendo abalos estruturais em quatro casas após as fortes chuvas que atingiram Lavrinhas na última semana, a Prefeitura revelou na tarde desta segunda-feira (28) que aguarda a melhora das condições climáticas para iniciar uma obra de contenção na área. Apesar da recomendação para que deixem os imóveis no bairro Pinheiros devido ao colapso parcial do solo, parte das famílias se recusa a sair. Além da cidade, Cachoeira Paulista, Cruzeiro, Guaratinguetá, Pindamonhangaba e Lorena registraram alagamentos e estragos.

De acordo com a Defesa Civil estadual, o órgão recebeu do Município uma solicitação de apoio emergencial no último dia 23 após parte do terreno que abriga as residências ceder. Na sequência, uma equipe técnica foi encaminhada ao local, onde constatou o surgimento de crateras após o colapso parcial do solo. O trecho danificado fica entre os quintais das moradias.

Contando com a análise de geólogos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a Defesa Civil decretou a interdição temporária das quatro casas e orientou que a atual gestão municipal, comandada pelo prefeito Sergio Ruggeri (Republicanos), promova serviços de contenção na área.

Buraco entre quintais de moradias (Foto: Divulgação PML)

O Executivo revelou que apesar de cinco dias após o incidente, não possui uma previsão para o início da obra.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Lavrinhas, João Francisco Bosse, e o secretário de Administração, José Henrique Nunes, devido às fortes chuvas dos últimos dias e a previsão preocupante para os próximos não é possível executar o reparo neste momento, mas assim que houver melhora nas condições climáticas ele será realizado.

Além de afirmar que já prestou suporte aos moradores prejudicados pelo incidente, o Executivo destacou que a área segue diariamente monitorada pela Defesa Civil.

Sem revelar o número de famílias, a Prefeitura informou que parte delas continua nos imóveis que, apesar do comprometimento leve de suas estruturas, não correm risco de desabamento.

Preocupação – De acordo com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a previsão é que as cidades da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) registrem fortes pancadas de chuva em todos os dias até o fim deste ano. A alta probabilidade de tempestades coloca em alerta a Defesa Civil e demais órgãos competentes.

Em caso de ocorrência ou problemas ocasionados pela chuva, o morador da região pode entrar em contato com o atendimento 24 horas da Defesa Civil pelo telefone 199.

 

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