Com chegada de período chuvoso, cidades se preparam para o combate à dengue

Prefeituras pedem colaboração dos moradores para evitar a proliferação Aedes aegypti; análise de densidade larvária indica nova epidemia em Aparecida

Ação de combate a dengue em Pinda; alerta para a região em período chuvoso (Foto: Reprodução PMP)

Bruna Silva
RMVale

O período chuvoso tem preocupado as administrações municipais. O motivo é que esta época é marcada pelo aumento da proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor não somente da dengue, mas também do zika vírus e chikungunya. Na região, Pindamonhangaba, Caraguatatuba e Aparecida se adiantaram para o combate à dengue.

A Prefeitura de Pindamonhangaba lançou, recentemente, a campanha de combate ao mosquito. De acordo com o município, a ideia é evitar altos índices da doença em 2021. “Prevenir é a melhor forma de evitar a dengue, zika e chikungunya. A maior parte dos focos do mosquito está nos domicílios, assim as medidas preventivas envolvem o nosso quintal e também os dos vizinhos”, garantiu a secretaria de Saúde, Valéria Santos.

A última ADL (Análise de Densidade Larvária) realizada em outubro apontou queda para 0.5, abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde.

No Litoral Norte, Caraguatatuba deu início, neste mês, ao levantamento da ADL em toda a cidade. É esperado que cerca de seiscentos moradores recebam a visita dos agentes de zoonoses para a vistoria. A expectativa é que com a análise seja possível identificar os locais mais afetados e com maior risco de contaminação.

Após a ADL prever epidemia de dengue no próximo ano, Aparecida tem intensificado as vistorias através do trabalho dos agentes de saúde. O índice apontado foi de 3.4. O número seguro e indicado pelos órgãos nacionais de saúde seria entre 0 e 1. Durante as vistorias, no mês de outubro, foram coletadas amostras e houve aumento nas larvas do mosquito nos bairros São Geraldo e Santa Rita.

Ainda nesta semana, o cemitério Pio 12, no Santa Luzia, passou a receber a visita dos agentes. Em breve, haverá a nebulização do local, além da eliminação de criadouros e tratamento com larvicida nos vasos, pratos e túmulos.

Guaratinguetá ainda não divulgou os dados coletados pela última ADL. As informações estão sendo analisadas pela pasta responsável.

 

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