Doria suspende convênio de atenção a jovens em vulnerabilidade em Potim

Após corte de R$ 750 mil na pavimentação, governo barra R$ 800 mil do Jepoe

Em 2018, a prefeita Erica Soler participou de reunião com a Polícia Militar para debater ações de segurança; em 2019, cidade perde o Jepoe (Foto: Divulgação PMP)
Em 2018, a prefeita Erica Soler se reuniu com a PM para debater ações de segurança; em 2019, cidade perde o Jepoe (Foto: Divulgação PMP)

Jéssica Dias
Potim

A Prefeitura de Potim teve mais um convênio encerrado pelo atual governador João Doria (PSDB). Após o cancelamento de dois contratos para pavimentação das ruas no bairro Jardim Alvorada, no valor de R$ 750 mil, a prefeita Erica Soler (PR) foi surpreendida na última semana com anulação do programa Jepoe (Jovens no Exercício do Programa de Orientação Estadual).

O programa foi criado pelo ex-governador Márcio França (PSB), e tinha como objetivo atender jovens com formação profissional, atividades práticas, auxílio transporte e bolsa de R$ 500 durante seis meses. O Jepoe foi criado para ajudar na região alguns municípios onde a criminalidade é alta. Foi elaborado um cruzamento entre renda per capita e o índice de violência.

Antes de ser contemplado, o município havia contabilizado em 2018 mais de 11 mortes de jovens e adolescentes por envolvimento com tráfico de drogas. Desde então apenas uma morte foi registrada. “Vou brigar pelo convênio porque deu um resultado muito bom. O Estado tem que entender que colocaram duas penitenciárias no nosso município, hoje, ¼ da população são carcerários. Têm que saber os problemas que nós vivemos hoje aqui. A cidade presta um serviço para o Estado tendo uma penitência, e o Estado tem que dar um respaldo pra gente”, criticou Erica.

Segundo a prefeita, o município não tem capacidade para dar continuidade ao programa com recursos próprios. A cada seis meses o Jepoe conta com um custo de R$ 800 mil.

Com a suspensão do programa, a Prefeitura buscará estratégias na tentativa de suprir as necessidades de atenção aos jovens de Potim. “Eu vou elaborar um relatório falando do impacto desses últimos seis meses que o Jepoe teve no município”, contou.

Hoje a Prefeitura disponibiliza um curso através do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) para 42 jovens em vulnerabilidade social, que também recebem uma bolsa auxílio de R$ 500. “Conforme eles vão frequentando o curso, eles passam a fazer parte do menor, e começam a fazer um curso de qualificação duas vezes na semana, prestando serviços três vezes na semana dentro do município, só na área interna, parte de secretaria, organização. A gente tira esses jovens da vulnerabilidade”.

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