Moradora de Pinda cobra retorno de atendimento a pacientes acamados

Família do Goiabal relata que Prefeitura não fornece veículo para o transporte de médicos desde o fim de 2018

Morador de Pindamonhangaba internado em Moreira Cesar; famílias do Goiabal aguardam por atendimento domiciliar (Foto: Colaboração)
Morador de Pinda durante procedimentos médicos em Moreira Cesar; famílias do Goiabal aguardam por atendimento domiciliar (Foto: Colaboração)

Lucas Barbosa
Pindamonhangaba  

Enfrentando dificuldades para o tratamento médico de parentes acamados, famílias da zona rural de Pindamonhangaba cobram que a Prefeitura retome o serviço de consultas à domicilio. Moradores do bairro do Goiabal afirmaram que o trabalho segue interrompido desde o fim do ano passado, já que o Executivo não disponibiliza veículos para o deslocamento dos profissionais.

De acordo com a dona de casa, Adair Pinheiro, 58 anos, os últimos meses tem sido marcados por dificuldades e apreensão na casa de sua família no Goiabal.

Responsável por cuidar de seu padrasto, Antônio Borges, 92 anos, que sofre de Alzheimer e insuficiência cardíaca, a dona de casa relatou que quase diariamente vai até à ESF (Estratégia de Saúde da Família) do Goiabal solicitar que os médicos atendam o idoso na casa da família, que fica no trecho mais afastado do bairro. Mas a resposta dos funcionários teria sido de que a equipe médica permanece sem veículo para se deslocar até o imóvel. “Não tenho nada para reclamar da qualidade dos médicos e enfermeiras do posto de saúde, é a Prefeitura que não está fazendo a parte dela, deixando de fornecer o transporte para eles. Não é só a nossa família que tem parentes acamados, muitas outras estão na mesma situação”.

Adair descreveu as dificuldades diárias que tem enfrentado em busca de atendimento. “Nesta semana tive que ligar para a ambulância levar o meu padrasto para o Pronto Socorro porque ele estava muito tempo sem ser medicado e precisava fazer curativos. O deslocamento dele é muito complicado porque ele usa sonda e não consegue andar. Enquanto fui com ele, tive que deixar minha mãe sozinha e ela também é idosa e tem problemas de saúde. Tomara que alguém se sensibilize e nos ajude a acabar com este pesadelo”.

A reportagem do Jornal Atos solicitou um posicionamento da Prefeitura de Pindamonhangaba sobre o caso, mas nenhuma resposta foi encaminhada até o fechamento desta edição.

 

 

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