Funcionários do Pronto Socorro denunciam atrasos salariais em Pinda

Problema se repete pelo segundo mês consecutivo; categoria cobra intervenção de Isael Domingues

Pronto Socorro de Pindamonhangaba; funcionários têm atraso de salários após nova empresa assumir (Foto: Reprodução)
Pronto Socorro de Pindamonhangaba; funcionários têm atraso de salários após nova empresa assumir (Foto: Reprodução)

Lucas Barbosa
Pindamonhangaba

Quatro meses após a ABBC (Associação Brasileira de Beneficência Comunitária) assumir a gestão do Pronto Socorro de Pindamonhangaba, funcionários do serviço denunciaram atraso de pagamento pelo segundo mês consecutivo. Os trabalhadores cobram uma intervenção da Prefeitura.

No início de maio, o prefeito Isael Domingues (PR), anunciou a celebração de um contrato de seis meses com a ABBC, com um valor mensal superior a R$ 1,5 milhão. Até então, a unidade era gerida pela Santa Casa de Misericórdia, que na época foi alvo de críticas por parte de pacientes.

De acordo com o chefe do Executivo, a medida resultaria numa economia de R$ 121 mil por mês, e a terceirizada ficaria responsável por arcar com as despesas de obras de melhoria no local. Mas a calmaria prevista por Isael foi substituída pela insatisfação dos funcionários.

De acordo com uma funcionária, que pediu para não ser identificada, temendo represálias, a ABBC pagou os salários de agosto e setembro com seis dias de atraso “Deveríamos ter recebido no último dia 8, mas novamente eles nos deixaram de ‘mãos abanando’ por quase uma semana. Parece pouco tempo, mas todo mundo aqui tem data certa para pagar suas contas”.

A trabalhadora revelou ainda que a categoria não entende o motivo do atraso, e que isto está gerando um sentimento de descontentamento geral dentro da unidade. “Recebemos a informação de que a Prefeitura depositou o dinheiro na conta da empresa no dia combinado por eles, mas eles não nos repassaram. Estamos todos muito chateados e preocupados com o futuro. O prefeito tem que fazer alguma coisa para tentar ajudar a gente, já que foi ele quem colocou a ABBC lá”.

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de São José dos Campos e Região informou que não estava ciente dos atrasos salariais e que só tomará uma atitude após ser procurado por algum funcionário do Pronto Socorro de Pindamonhangaba.

Já a Prefeitura garantiu que não sabe o motivo do atraso, já que realizou os repasses para a ABBC no dia determinado pelo contrato. O Executivo informou que entrará em contato com a terceirizada para discutir esta situação, buscando evitar novos atrasos.

A reportagem do Jornal Atos procurou a ABBC, mas nenhum responsável foi localizado para comentar o caso até o fechamento desta edição.

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