Funcionário demitido é reintegrado após ação judicial em Pinda

Trabalhador atuava há cinco anos na Tenaris Confab; sindicato consegue quarta reintegração

Lucas Barbosa
Pindamonhangaba

O Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, ligado à CUT (Central Única do Trabalhador), anunciou na última semana que conseguiu, através da Justiça do Trabalho, a reintegração de mais um funcionário da Tenaris Confab, produtora de tubos de aço. O trabalhador, de 42 anos, foi demitido em outubro do ano passado, mesmo tendo estabilidade de emprego garantida pelo programa de Convenção Coletiva de Trabalho.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Pinda, o funcionário José Francisco de Oliveira, 42 anos, é inspetor de qualidade no setor 4 da Tenaris, e trabalha há cinco anos no local. O trabalhador tem seis pinos na coluna e sequelas nos ombros devido sua atividade exercida na fábrica. Mesmo tendo estabilidade garantida pela Convenção Coletiva de Trabalho, o funcionário acabou sendo demitido em outubro do ano passado.
Segundo o metalúrgico, a falta de condições adequadas da empresa foram responsáveis pelas lesões do trabalhador. “O posto onde eu trabalho não tem ergonomia nenhuma. Você me imagina, com 1,90m de altura, fazendo inspeção numa plataforma a 45 cm do chão. Eu cheguei a dar sugestões, mas peão não tem voz ativa. Também fiz excesso de esforço físico para trocar o ferramental da máquina, porque uma melhoria no setor ainda não tinha sido feita”, relatou.
O secretário de Assuntos Jurídicos do sindicato, Célio da Silva, o Celinho, criticou a postura da Tenaris. “Ela sempre quer fazer o que é mais viável para ela. Joga a responsabilidade nas costas do trabalhador e ele que busque na Justiça. Nós, como sindicato, lutamos para garantir esse direito e, felizmente, temos conseguido eficácia em nossas ações”.
Silva ressaltou que apenas no atual mandato, essa é a quarta reintegração judicial que a o sindicato consegue referente a demissões de funcionários da Tenaris.
Outro lado – O Jornal Atos entrou em contato com a Tenaris Confab, mas até o fechamento desta edição nenhum responsável foi localizado para comentar o caso.

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