Ex-funcionários da Nobrecel protestam contra demora no pagamento de rescisões

Grupo de trabalhadores realiza passeata do Socorro ao Fórum; benefícios estão atrasados desde 2013

Funcionários da Nobrecel durante protesto pelas ruas de Pinda contra pagamento das rescisões trabalhistas, atrasadas há quase quatro anos (Foto: Divulgação)
Funcionários da Nobrecel durante protesto pelas ruas de Pinda contra pagamento das rescisões trabalhistas, atrasadas há quase quatro anos (Foto: Divulgação)

Lucas Barbosa
Pindamonhangaba

Cerca de cem ex-funcionários da empresa Nobrecel realizaram um protesto na manhã da última terça-feira, em Pindamonhangaba. Os trabalhadores cobram o pagamento das rescisões trabalhistas, atrasadas há quase quatro anos.

Os manifestantes realizaram uma passeata, por volta das 13h, iniciada no bairro do Socorro e que seguiu até a frente do Fórum, no Mombaça.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, a Nobrecel, que atuava no ramo de produção de celulose e papel, faliu em 2013, deixando seus funcionários sem o recebimento dos direitos trabalhistas. Após a falência, uma administradora, que não teve o nome relevado, assumiu a gerência do patrimônio e das dívidas da empresa, porém acabou afastada do cargo, em junho, por não ter cumprido a função determinada pela Justiça.

Ao chegar no Fórum, parte dos manifestantes foi atendida pelo juiz titular da 3ª Vara Civil de Pindamonhangaba, Hélio Aparecido Ferreira, para discutirem sobre o andamento do processo. “O juiz nos atendeu bem, esclareceu todas as dúvidas. Saber que mudou o administrador da massa falida e que essa pessoa é acessível nos deixa com muita esperança. O próximo passo é formar uma comissão e manter contato pra que tenhamos conhecimento do que vai ser feito daqui pra frente”, afirmou o ex-funcionário da Nobrecel, Marcello França.

O trabalhador revelou ainda que o magistrado explicou que o valor do patrimônio da empresa é suficiente para pagar as rescisões dos seiscentos ex-funcionários.

A expectativa é que uma nova reunião seja realizada até o fim de setembro, para que seja definida uma alternativa para o pagamento das pendências trabalhistas.

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