Com investigação aberta, concurso público da Prefeitura de Pinda segue suspenso

Ministério Público abre inquérito para apurar denúncias de irregularidades; terceirizada nega acusações

Sede da Prefeitura de Pindamonhangaba; Executiva mantém suspensão do concurso público realizado no último dia 4 (Foto: Divulgação PMP)
Sede da Prefeitura de Pinda; Executivo mantém suspensão do concurso público realizado no último dia 4 (Foto: Divulgação PMP)

Lucas Barbosa
Pindamonhangaba

Após denúncias e reclamações de candidatos, a Prefeitura de Pindamonhangaba suspendeu na tarde da última terça-feira o andamento processual de seu concurso público, que teve as provas aplicadas no último final de semana. Apesar da empresa organizadora negar as irregularidades, o Executivo anunciou que o certame permanecerá suspenso até que as supostas irregularidades sejam apuradas.

Com quase 39 mil inscritos, o concurso ofereceu 127 vagas, distribuídas por 49 cargos, para os candidatos que buscam ingressar no quadro de servidores da Prefeitura de Pinda.

Vencedora do processo licitatório, que contou com sete concorrentes, a empresa organizadora Iuds (Instituto Universal de Desenvolvimento Social) aplicou as provas no último domingo em 12 escolas privadas, distribuídas por Pindamonhangaba e Taubaté.

Poucas horas após prestarem o exame, 12 candidatos registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil, e 16 protocolaram queixas na ouvidoria da Prefeitura sobre supostas falhas e ilegalidades.

Além de desorganização e atrasos na aplicação do teste, parte dos denunciantes afirmou que os lacres dos pacotes das provas estavam violados e que concorrentes usaram aparelhos eletrônicos (celulares e relógios digitais) para consultarem respostas.

Um dos candidatos que se sentiu prejudicado foi o gestor de administração e recursos humanos Eduardo Moura, 30 anos, que prestou a prova no período da manhã, para o cargo de auxiliar administrativo, no Centro Universitário Funvic em Pinda. “Já participei de muitos concursos e nunca tinha visto um tão desorganizado. Além de não ter placas de indicação e os organizadores não saberem informar nada, a minha sala, que era a número 64, simplesmente não existia. Após muito tempo me colocaram em uma superlotada, em que o candidato ficava a um palmo da cadeira dos outro. Um amigo relatou que em outro local tinha concorrentes usando relógios digitais, o que é proibido devido a possível transmissão de respostas, e até mesmo buscas pela internet”.

Após a série de críticas sobre o concurso, os secretários de Administração, Fabricio Pereira, e de Negócios Jurídicos, Anderson Alves, concederam uma entrevista coletiva para a imprensa na manhã da última segunda-feira. Além de destacar a legalidade do processo licitatório para a contratação da Iuds, que apresentou atestado de capacidade técnica, a dupla ressaltou que era de total responsabilidade da empresa a organização da aplicação das provas.

Em nota oficial à imprensa regional, a Iuds negou que cadernos de provas foram violados, e que foi permitida a entrada de equipamentos eletrônicos nas salas.

A organizadora destacou ainda que acredita que um grupo de cerca de quarenta candidatos buscou propositalmente causar desconforto aos demais, gerando discussões por não concordarem em serem transferidos para prestarem a prova em Taubaté, o que era previsto no edital caso o número de locais em Pindamonhangaba não fosse suficiente para abrigar todos os participantes.

Futuro – A Promotoria de Justiça de Pindamonhangaba instaurou um inquérito para apurar as denúncias dos candidatos. De acordo com o MP (Ministério Público), nos próximos dias será solicitado que a Prefeitura preste esclarecimentos sobre o caso.

Em nota oficial, a atual gestão municipal informou que o concurso permanecerá suspenso até que “…os fatos e as possíveis irregularidades sejam apuradas (trecho da nota)”.

 

 

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