Ainda suspenso, concurso de Pinda vira alvo de CEI

Comissão investiga supostas ilegalidades na organização da prova; Executivo afirma que colaborará com apuração

Isael Domingues, que está no alvo de mais uma CEI, agora para averiguar denúncias do concurso público (Foto: Rafaela Lourenço)
Isael Domingues, que está no alvo de mais uma CEI, agora para averiguar denúncias do concurso público (Foto: Rafaela Lourenço)

Lucas Barbosa
Pindamonhangaba

A Câmara de Pindamonhangaba abriu na última segunda-feira uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para apurar denúncias de falhas e irregularidades cometidas na organização e aplicação das provas do concurso público da Prefeitura, realizado no último dia 4. Além de membros do Executivo, os parlamentares convocarão para depor os responsáveis pela banca organizadora do certame, o Iuds (Instituto Universal de Desenvolvimento Social).

A comissão foi instaurada após a protocolização de pedido do vereador Rafael Goffi (PSDB), que contou com as assinaturas dos parlamentares Renato Cebola (PV), Roderley Miotto (PSDB) e Ronaldo Pipas (PR).

O Legislativo investigará as acusações feitas por um grupo de cerca de vinte participantes do concurso que registraram boletins de ocorrência na Polícia Civil e realizaram queixas na Ouvidoria da Prefeitura. Após a polêmica, o prefeito Isael Domingues (PR) decidiu no último dia 6 suspender o andamento processual do concurso até que as supostas ilegalidades sejam apuradas.

Entre as denúncias, se destacam as supostas violações dos lacres dos pacotes das provas, feitas antes da distribuição das folhas aos candidatos, e a falta de fiscalização nas salas, que contribuiu para que alguns concorrentes utilizassem aparelhos eletrônicos como celulares e relógios digitais para consultarem respostas.

Além das acusações de irregularidades, a CEI apurará também erros na organização do certame, como superlotação das salas, ausência de placas indicativas e alteração de locais da prova sem comunicação prévia.

Presidida por Goffi, a comissão terá como membros os vereadores Professor Osvaldo (PR) e Gislene Cardoso (DEM), que foram sorteados para as funções. “Ainda nesta semana realizaremos nossa primeira reunião para selecionarmos os questionamentos que serão encaminhados à Prefeitura e a Iuds, que em breve também terão seus representantes convocados para oitivas. A CEI apurará todas as denúncias para que as providências sejam tomadas, garantindo o direito dos candidatos. Acreditamos que existam fatos suficientes para a anulação do concurso”, explicou Goffi.

Com cerca de 39 mil inscritos, o concurso ofereceu 127 vagas, distribuídas por 49 cargos, para os candidatos que buscam ingressar no quadro de servidores da Prefeitura.

Outro lado – Em nota oficial, a Prefeitura de Pindamonhangaba informou que colaborará com as investigações, fornecendo todos dados e documentos que forem solicitados pela comissão. A reportagem do Jornal Atos tentou contato com a empresa Iuds, mas nenhum responsável foi localizado para comentar sobre a CEI.

Dois dias após o concurso, a organizadora emitiu uma nota oficial à imprensa negando que cadernos de provas foram violados e que foi permitida a entrada de equipamentos eletrônicos nas salas. A Iuds ressaltou ainda que um grupo de cerca de quarenta candidatos buscou propositalmente causar tumultos, gerando discussões, por não concordarem em serem transferidos para prestarem a prova em Taubaté.

 

 

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