Marcondes debate ação contra alagamentos na Vila Geny e cobra apoio financeiro da Câmara

Com devolução do duodécimo, Prefeitura garante obra de aproximadamente R$ 400 mil no rio Mandi

Observado por Fradique, o prefeito Fábio Marcondes explica ações contra chuvas, em reunião no Vila Geny (Foto: Rafaela Lourenço)
Observado por Fradique, o prefeito Fábio Marcondes explica ações contra chuvas, em reunião no Vila Geny (Foto: Rafaela Lourenço)

Rafaela Lourenço
Lorena

O sofrimento das famílias em ter as casas alagadas na Vila Geny durante os períodos de chuvas pode estar perto do fim. Pelo menos, essa foi a reivindicação dos moradores que se reuniram com o prefeito Fábio Marcondes (sem partido) nesta semana. O chefe do Executivo apresentou um projeto, e além de pedir o apoio, cobrou o corte de gastos da Câmara.

A reunião, realizada na Amovige (Associação dos Moradores da Vila Geny), na última quinta-feira, contou com a presença de moradores do bairro, de Marcondes, os secretários de Segurança e Governo, major Carlos Lescura e Galão Aquino (respectivamente) e do presidente da Câmara, Maurinho Fradique (PTB).

O encontro, agendado após representes da Associação levarem a demanda sobre o transbordamento do rio Mandi até a Prefeitura, teve o esclarecimento de dúvidas pelo prefeito e a apresentação do projeto, estimado em R$ 388 mil, para sanar os problemas com as chuvas. Consta na proposta a recuperação da ponte que atualmente é utilizada apenas por pedestres, o aumento da vazão, ou seja, o alargamento da cabeceira do rio e a construção de um muro de 1,4 metro do nível da rua em toda a extensão dos 620 metros que passam pela Vila Nunes e alcança o rio Paraíba.

O serviço será baseado no histórico que a Defesa Civil possui de sete anos de transbordamentos e medições pluviométricas.

Para o administrador de empresas, Luciano Marton, 44 anos, que mora com sua família há nove no bairro, a expectativa é positiva, após anos de espera por algo na comunidade. “Fui saber cinco anos depois (de comprar a casa), quando teve a enchente e não estávamos preparados. Foram praticamente 30cm de água dentro de casa, aí colocamos válvula no esgoto para água não voltar. Mandei fazer três comportas especiais, e quando viajamos fazemos isso”, salientou.

De acordo com Marcondes, o problema é a falta de recurso. Atualmente, a Prefeitura não possui o investimento para arcar com a obra. O chefe do Executivo propôs a Fradique que seja feita a devolução do duodécimo e a paralisação de duas licitações: uma na aquisição de carro elétrico e outra de painéis de energia fotovoltaica para Câmara. “Propus a ele que devolva esse dinheiro do duodécimo. Como a população sabe, a Câmara recebe R$9,164 milhões de repasses anuais da Prefeitura para a manutenção e estrutura. Se você dividir isso por 365 dias, dá em torno de R$ 25 mil por dia o orçamento da Câmara”.

Segundo Marcondes, apenas com a paralisação dos dois projetos, o repasse já seria de aproximadamente R$ 300 mil e a Prefeitura completaria o orçamento da obra em R$ 100 mil para realizá-la.

Em resposta, Maurinho se dispôs a analisar a possibilidade de repasse para Prefeitura, inclusive com a indicação para o bairro. Ele afirmou que se reuniria com a contadora da Casa na última sexta-feira para chegar aos números reais do ano. “Sem sombra de dúvidas, tenho entendimento que irá ser possível custear parte desse investimento e será uma honra poder ajudar essa população do bairro, que há muitos anos vem pleiteando essa conquista. Faremos um ofício indicando que parte dessa obra seja feita com a devolução da Câmara”.

Sobre as licitações para carro elétrico e energia fotovoltaica, Fradique explicou que estão na fase de orçamentos. “É uma fase embrionária. Não dá pra dizer ainda um número, acredito que os dois projetos, juntos, na casa dos R$ 200 a R$ 250 mil aproximadamente”.

Para a secretária da Amovige, Maura Moroni de 60 anos, a espera é de que após a reunião, a Câmara possa ajudar nas obras com os repasses, já que as inundações ultrapassam os trinta anos. “O Fábio (prefeito) está sendo receptivo, ele é bem direto, nada de ficar fazendo política que não resolve nada. O Maurinho também se comprometeu a ajudar, com o dinheiro que tem que devolver para a Prefeitura. Legal, porque a Prefeitura a gente sabe que não tem de onde tirar dinheiro”.

Se o duodécimo for devolvido, Marcondes assegurou que ao retorno do recesso, em cerca de quarenta dias o processo licitatório ficaria pronto e as obras iniciariam por volta de março.

Caso não seja repassado o valor, a Prefeitura contará com a venda dos 15 imóveis, que terá um segundo leilão entre os dias 7 e 15 de janeiro, com deságio de 5% do valor avaliado por peritos.

 

 

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