Lorena registra nova morte de macaco sagui por suspeita de febre amarela

Caso é o segundo em menos de uma semana; cidade intensifica ação de conscientização em dois bairros

Trecho da BR 459, próximo a campus da USP, em Lorena, área em que segundo macaco foi encontrado na cidade, em uma única semana; acima, o primeiro primata descoberto (Fotos: Reprodução e Lucas Barbosa)
Trecho da BR 459, em Lorena, área em que segundo macaco foi encontrado na cidade, em uma única semana; acima, o primeiro primata descoberto (Fotos: Reprodução e Lucas Barbosa)

Lucas Barbosa
Lorena

A preocupação com a possível presença do vírus da febre amarela, o RNA, aumentou em Lorena, após ser encontrado na tarde do último domingo o segundo macaco morto em menos de uma semana. Assim como o primeiro, o animal não apresentava ferimentos, reforçando a suspeita de que ele tenha morrido em decorrência da doença.

Em nota oficial, a Prefeitura revelou que o primata, da espécie sagui, foi encontrado por moradores do Bairro do Campinho em uma região próxima ao Campus da USP (Universidade de São Paulo) na rodovia BR-459, que liga Lorena ao Sul de Minas Gerais. Acionada, a Vigilância Epidemiológica encaminhou fragmentos do corpo para o Instituto Adolfo Lutz, localizado em Taubaté, que em até trinta dias irá revelar a causa do óbito.

No último dia 7, outro sagui foi encontrado sem vida pelo caseiro de uma chácara no Vila Portugal. A expectativa do Executivo é que até o fim da primeira semana de junho seja revelado se o animal foi a primeira vítima fatal de febre amarela no município. “Estamos muito preocupados já que além das mortes suspeitas dos macacos, somente 35% da população se vacinou contra a febre amarela. Torcemos para que os moradores se conscientizem sobre a necessidade de imunização, já que é baixíssima a chance do infectado sobreviver”, alertou a gerente da Vigilância Epidemiológica, Helen Colino.

Ela destacou ainda que devido à proximidade entre os pontos em que foram localizados os corpos dos primatas, serão intensificadas as ações de conscientização no Campinho e Vila Portugal. “Nesta semana nossas equipes irão casa a casa pedindo para que os moradores destes bairros se vacinem. Estamos fazendo o possível, mas a população tem que se ajudar. É importante lembrar que todas as unidades de saúde possuem doses da vacina, porém a procura é baixa”, lamentou Helen.

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