Lorena firma contrato para retomar acolhimento de pessoas em situação de rua

Em novo endereço, Casa da Acolhida deve começar a funcionar até o fim do mês; investimento municipal chega à quase R$ 200 mil

Pessoas que ocupam área próximo a rodoviária de Lorena; Casa da Acolhida retoma os trabalhos neste semestre (Foto: Arquivo Atos)
Pessoas que ocupam área próximo a rodoviária de Lorena; Casa da Acolhida retoma os trabalhos neste semestre (Foto: Arquivo Atos)

Lucas Barbosa
Lorena

Depois de quase seis meses interrompido, o serviço de acolhimento da população em situação de rua deverá ser normalizado nas próximas semanas em Lorena. Com um investimento municipal de R$ 186 mil, a Aldeias de Vida OSC (Organização da Sociedade Civil) será a responsável pela Casa da Acolhida até o fim do ano.

Com uma média de trinta desabrigados, sendo 14 moradores fixos e 16 migrantes, Lorena não possui desde o fim de 2017 um lugar destinado para o acolhimento deste público, já que em dezembro foi encerrado o convênio com a Adbpar (Assembleia de Deus Belém do Pará), responsável pelo serviço durante os últimos três anos.

De acordo com a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Zeila Pozzatti, a Adbpar não seguiu à frente da Casa da Acolhida porque não atendeu as exigências burocráticas da lei do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, que vigora desde janeiro de 2017, que estabelece as relações entre o poder público e as entidades assistenciais. Na procura de uma solução para o impasse, o Executivo iniciou em janeiro a busca por uma nova organização social que assumisse o serviço. “Após   uma avaliação rigorosa, a Aldeias de Vida foi habilitada para atuar no acolhimento da população em situação de rua. A organização social está totalmente apta a realizar um grande trabalho, contribuindo para que essas pessoas passem a serem atendidas em um local totalmente estruturado e equipado”, explicou Zeila.

A Casa da Acolhida, que até dezembro operava em um imóvel no Vila  Cida, a partir da segunda quinzena de julho funcionará num prédio alugado na rua Virgulino Pinto Cabral, no Vila Hepacaré.

Na unidade, além de alimentação, os frequentadores terão acesso a produtos de higiene pessoal e leitos para descansarem. A expectativa da Prefeitura é que o local recebe de 15 a 20 usuários por dia.

A nova Casa Acolhida é próxima ao velório municipal, na Vila Hepacaré, mesmo bairro onde fica a rodoviária, local que desde 2013 tem alta concentração de pessoas em situação de rua.

O contrato entre o município e a Aldeias de Vida – OSC tem duração de cinco meses, com a expectativa de renovação a partir de janeiro de 2019.

Apoio – No fim de abril, o Jornal Atos publicou uma reportagem especial, intitulada “Fantasmas nas ruas do Vale”, que descrevia as dificuldades vivenciadas pelas pessoas em situação de rua na região. A matéria mostrou também a atuação de diversos grupos voluntários que buscam apoiar este público.

Na ocasião, a secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social revelou que um estudo apontou que dos trinta desabrigados que perambulavam por Lorena, 25 eram usuários de drogas. Buscando contribuir para que eles abandonassem seus vícios, a Prefeitura oferece os serviços do Creas (Centros de Referência Especializados de Assistência Social) que desempenha diversas funções como apoio psicológico, busca ativa nos bairros, auxílio para retirada de documentação, concessão de passagem de ônibus para cidades próximas e cadastros para benefícios como aposentadoria e o atendimento de saúde.

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