Faltas em consultas prejudicam atendimento no AME de Lorena

Unidade registra mais de quatro mil ausências mensais; Departamento Regional de Saúde busca apoio das prefeituras para reduzir absenteísmo na rede estadual

O AME de Lorena, que realiza o atendimento a 17 cidades; DRS tenta reduzir ausências em consultas (Foto: Lucas Barbosa)
O AME de Lorena, que realiza o atendimento a 17 cidades; DRS tenta reduzir ausências em consultas (Foto: Lucas Barbosa)

Lucas Barbosa
Lorena

Alvo de reclamações de municípios da região, a gerência do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Lorena revelou que enfrenta nos últimos meses transtornos na organização dos atendimentos devido aos quase 18% dos pacientes que não comparecem nas consultas e exames agendados.

Para tentar reverter o quadro, o DRS (Departamento Regional de Saúde) busca apoio das secretarias municipais de Saúde.

Construído através de um investimento de mais de R$3 milhões, o AME de Lorena é responsável desde julho do ano passado pelo atendimento de 17 cidades da região. De acordo com a DRS, a unidade realiza uma média mensal de 5,8 mil consultas.

No último dia 21, o Jornal Atos publicou uma matéria mostrando as críticas feitas pelo deputado estadual Padre Afonso Lobato (PV) e representantes de Silveiras, Lavrinhas e Piquete sobre uma suposta redução na oferta de vagas no AME. A prefeita de Piquete Teca Gouvêa (PSB) também protestou, afirmando que a dificuldade no agendamento não condiz com a justificativa da construção da unidade, que era de atender de forma igual às cidades da região. O DRS, afirmou que os apontamentos não procedem.

De acordo com a Departamento Regional, um dos principais problemas enfrentados pela gestão do AME de Lorena é a média mensal de 17,7% de absenteísmo, equivalente a 4.354 pacientes ausentes. O órgão ressaltou que a maioria dos casos decorre da falta de confirmação do agendamento por parte dos municípios com os pacientes.

Além de revelar outro índice preocupante, a diretora do Departamento Regional de Saúde, Sandra Maria Carneiro Tutihashi, explicou quais atitudes estão sendo tomadas visando a redução da taxa de ausências. A perda primária (vagas não agendadas) tem índice em torno de 2%, considerando que as consultas de especialidades são contatadas para atender demandas reprimidas apontadas pelos municípios. Mensalmente o DRS se reúne com os secretários municipais e apresenta as taxas de absenteísmo e as perdas primárias para redimensionar a oferta de serviço.

 

 

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