Densidade larvária revela risco de epidemia de dengue em Lorena

Nível de infestação do mosquito é quase cinco vezes maior do que o aceitável; novo criadouro preocupa Vigilância Epidemiológica do município

Agentes da Vigilância Epidemiológica durante ação de busca por controle a vetores; cidade volta a temer presença do Aedes aegypti (Foto: Arquivo Atos)
Agentes da Vigilância Epidemiológica durante ação de busca por controle a vetores; cidade volta a temer presença do Aedes aegypti (Foto: Arquivo Atos)

Lucas Barbosa
Lorena

Mesmo com nenhum caso de dengue registrado no ano, Lorena pode enfrentar uma epidemia da doença em 2018. Realizada em janeiro, a ADL (Análise de Densidade Larvária) apontou que o nível de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus, é quase cinco vezes superior ao índice limite estabelecido pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o educador de Saúde da Vigilância Epidemiológica, Davi Quadros, a ADL mostrou que o nível de infestação no município foi de 5.7%, representando que de cada cem imóveis vistoriados, em quase seis foram encontradas larvas. O resultado coloca a cidade em estado de alerta, já que está 4.7% acima do aceitável. “Este levantamento revelou um índice preocupante, nos colocando em alerta não somente para dengue, mas também para epidemias de outras doenças como a chikungunya e o zika vírus. Não é possível apontar qual bairro teve a maior incidência, mas encontramos larvas em todas as regiões da cidade”, explicou Quadros.

Além de cobrar um maior apoio da população para que a cidade não enfrente uma epidemia como a de 2015, quando foram registrados mais de 1,5 mil casos de dengue, o educador de saúde revelou que durante a ADL os agentes identificaram uma atitude preocupante dos moradores, que tem contribuído para o aumento da proliferação do mosquito. “Os locais em que mais encontramos larvas foram ralos e pratos de plantas. Mas o que mais nos chamou a atenção foi que famílias estão armazenando água da chuva em tonéis, para o reaproveitamento na limpeza das casas, e achamos neles muitos ovos do mosquito. Os moradores tem que nos ajudar, ou nosso trabalho de prevenção não surtirá o efeito planejado”.

Ações – Desde o ano passado, quando foram registrados 13 casos de dengue, a Prefeitura realiza periodicamente vistorias em imóveis, ações de nebulização e trabalhos de conscientização.

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