Cachoeira anuncia retomada de construção do CDHU após seis anos

Obras serão reiniciadas nesta segunda-feira; Lorena trabalha para retomar construção no Vila Rica

Unidades que aguardam acabamento no CDHU do bairro das Palmeiras, em Cachoeira; retomada de obras (Foto: Arquivo Atos)
Unidades que aguardam acabamento no CDHU do bairro das Palmeiras, em Cachoeira; retomada de obras (Foto: Arquivo Atos)

Lucas Barbosa
Regional

Procurando um desfecho para a situação de 150 famílias de Cachoeira Paulista que há mais de sete anos aguardam a entrega das casas do CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo), a Prefeitura anunciou na última terça-feira a retomada da construção das moradias. Já em Lorena, segue indefinida a data do reinício da edificação de oitenta casas populares, no Vila Rica.

Na semana passada o prefeito de Cachoeira, Edson Mota (PR), participou de uma reunião com o secretário Estadual de Habitação Rodrigo Garcia para discutir a situação do CDHU no bairro das Palmeiras. Das duzentas moradias anunciadas em 2010, apenas cinquenta foram concluídas.

Durante o encontro foi assinado um convênio autorizando o Município a retomar a obrar a partir desta segunda-feira. O serviço será executado pela empresa R.R Construções.

A construção das moradias populares, que tem um investimento de R$ 9 milhões, tornou-se uma “novela”, já que as obras passaram por várias paralisações causadas por problemas desde irregularidade em empresas até documentação do contrato.

O governo do ex-prefeito Fabiano Vieira (PTB) chegou a substituir por três vezes a empresa responsável pela construção das casas. O Ministério Público ordenou outra paralisação das obras, desta vez depois de receber denúncia de suposto desvio de verbas.

Ao assumir o Executivo em 2012, João Luiz Ramos (PSB) contatou a gerência regional do CDHU e conseguiu a liberação em setembro das obras de pavimentação e a abertura do processo licitatório para a contratação de uma nova empreiteira. Semanas depois a obra novamente foi paralisada por determinação do Ministério Público. Desde então os sorteados aguardam o reinício da obra.

O gerente regional do CDHU, Francisco Assis Vieira, o Tchesco, detalhou a negociação que culminou na assinatura do convênio para a retomada do serviço. “Já que o ex-prefeito não cumpriu com o combinado, decidimos fazer o distrato do contrato, o que faria o CDHU ficar responsável pela conclusão das casas. Durante esta última reunião, Mota pediu para que o distrato não fosse feito, se comprometendo a concluir a obra até o fim do ano”, explicou.

Lorena – Em 2009 a Prefeitura firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público comprometendo-se a retirar diversas famílias que viviam em áreas de risco próximas ao Rio Mandi, no Bairro da Cruz, mas a antiga gestão municipal, comandada pelo ex-prefeito Paulo Neme (PSL), descumpriu o acordo.

Ao assumir o Município, o prefeito Fábio Marcondes (PSDB) firmou uma parceria com o Governo do Estado, que garantiu em 2014 o início da construção do CDHU, em uma área doada pelo município, no Vila Rica. O investimento para a construção das oitenta moradias foi orçado em quase R$ 5,5 milhões e a Alexandre Danelli Engenharia e Construções foi a empresa vencedora do processo licitatório.

Após quase um ano de construção, a empresa, alegando problemas financeiros, acabou pedindo o cancelamento do contrato no final de 2015.

Buscando retomar a obra no primeiro semestre do ano, a Prefeitura abriu, na última segunda-feira, um processo licitatório para a contração de uma nova empresa, mas uma das concorrentes acabou entrando com um recurso jurídico, que acabou impossibilitando a conclusão do certame.

A expectativa do Executivo é que em até cinco dias o processo licitatório seja retomado.

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