Advogados reclamam de falta de segurança no Cejusc

Categoria cobra presença da Guarda Civil; Prefeitura afirma que convênio não prevê proteção exclusiva

Centro de atendimento judiciário no Mercadão; funcionários e advogados pedem maior segurança (Foto: Francisco Assis)
Centro de atendimento judiciário no Mercadão; funcionários e advogados pedem maior segurança (Foto: Francisco Assis)

Lucas Barbosa
Lorena

Advogados e clientes que participam de audiências no Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania) de Lorena, que funciona no Mercado Municipal, cobram uma maior segurança no local. Eles denunciaram a falta de proteção preventiva, que coloca em risco os frequentadores da unidade.

Implantado no fim de dezembro de 2017, o Cejusc é fruto de uma parceria entre a Prefeitura e o Tribunal de Justiça do Estado.
A unidade tem como objetivo solucionar processos das mais diversas áreas jurídicas, de uma forma mais ágil, através de ações de mediação e conciliação.

Em contrapartida aos benefícios da chegada do serviço, o Município concedeu um espaço no Mercadão para a instalação da unidade.
Nos últimos meses, a estrutura de segurança do local passou a ser alvo de críticas dos frequentadores.

Além de descrever os momentos de tensão que passou recentemente no Cejusc, o advogado e representante da categoria, Edu Scardovelli, 40 anos, cobrou um maior apoio por parte da Prefeitura. “Me senti constrangido e ameaçado durante audiência. Não existe segurança alguma para os advogados e servidores no local. A nossa classe pede para que fiquem pelo menos dois guardas municipais de plantão, na porta do Cejusc”.

Scardovelli frisou ainda que somente as rondas realizadas pela Guarda Civil Municipal no Mercadão, que possui diversos acessos constantemente abertos,  não são suficientes para inibir ou contornar algum  ato de  violência contra os usuários e trabalhadores do Cejusc. “Nenhum juiz ou promotor participa de uma audiência sem segurança. Infelizmente, estão impondo o contrário para os advogados e servidores da unidade de Lorena. Temos informações que o Cejusc de outras cidades da região contam com a segurança adequada”.

Uma empresária de 42 anos, que pediu para não ter o nome revelado, também demonstrou preocupação com a situação. “Vim acompanhar uma amiga que está travando uma batalha judicial contra outros familiares. Já teve uma vez que ela foi ameaçada por uma parente aqui na porta. Seria bom ter uma segurança fixa, porque nestas audiências os nervos ficam à flor da pele”.

Resposta – Em nota oficial, a Prefeitura de Lorena informou que não recebeu oficialmente nenhuma reivindicação de advogados, servidores ou usuários do Cejusc.

O Executivo destacou que não está previsto no convênio com o Tribunal de Justiça do Estado a obrigatoriedade de segurança exclusiva na unidade.
A nota ressaltou ainda que, assim como nos outros prédios públicos, a Guarda Civil Municipal realiza rondas periódicas no Mercadão.

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