Vale registra aumento de 25% de vítimas de assassinato em abril

Guaratinguetá é a cidade mais violenta da sub-região no primeiro quadrimestre; Aparecida tem crescimento preocupante de casos

Viatura da Polícia Civil e delegacia de Lorena; região apresenta aumento de 25% no número de homicídios no primeiro quadrimestre (Foto: Arquivo Atos)
Viatura da Polícia Civil e delegacia de Lorena; região apresenta aumento de 25% no número de homicídios no primeiro quadrimestre (Foto: Arquivo Atos)

Lucas Barbosa
Regional

O levantamento divulgado na última semana pela secretaria de Segurança Pública do Estado apontou que a RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba) registrou em abril um aumento de 25% no número de vítimas de assassinato, comparado ao mesmo período do ano passado. A região teve também um crescimento de casos no comparativo entre os primeiros quadrimestres.

De acordo com os dados do Estado, em abril, o Vale do Paraíba contabilizou 32 homicídios dolosos (quando existe a intenção de matar) e três latrocínios (roubo seguido de morte). No mesmo mês, em 2017, foram 28 moradores assassinados, sendo dois, vítimas de assaltantes.

Já no acumulado entre janeiro e abril de 2018, o número de assassinatos chegou a 118 (111 homicídios e 7 latrocínios). O cálculo demonstra um aumento de quase 2% em comparação ao primeiro quadrimestre de 2017, quando ocorreram 116 mortes (106 homicídios e 10 latrocínios).

Com três homicídios dolosos em abril, Guaratinguetá lidera o “Ranking da Morte” com 13 assassinatos no primeiro quadrimestre do ano na sub-região 3 da RMVale, que conta com outros oito municípios. A cidade registrou um aumento de 160% na comparação com o mesmo período de 2017, quando cinco pessoas tiveram as vidas interrompidas pela violência.

O indicador criminal continuará subindo, já que Guaratinguetá teve dois assassinatos em maio, que são investigados pela Polícia Civil.

O primeiro ocorreu no último dia 6, no bairro da Pedrinha, onde um homem de 45 anos foi morto a tiros em frente sua casa, localizada à Rua 2. Na noite do último domingo, o segundo caso, no Tamandaré. Um homem, que não teve a idade divulgada, foi baleado no rosto próximo a um viaduto.

Ele foi encontrado por moradores, que tentaram socorrer a vítima, mas, de acordo com a Polícia Militar, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. O caso é investigado pela Polícia Civil e até o fechamento desta edição, ninguém havia sido preso.

Considerado pelo estudo do “Instituto Sou da Paz” o munícipio mais violento do Estado em 2017, com uma taxa de 31,8 mortes por cem mil habitantes, Lorena teve no primeiro quadrimestre de 2018 11 moradores assassinados, sendo um, vítima de latrocínio. O índice, que teve quatro registros em abril, sofreu um aumento de 57%, já que de janeiro à abril de 2017 ocorreram sete casos (5 homicídios e 2 latrocínios).

Outro município que já começa a preocupar com os índices apresentados este ano é Aparecida. A cidade não havia registrado homicídios nos quatro primeiros meses de 2017, mas em 2018 foram cinco mortes entre janeiro e abril, sendo um assassinato no último mês.

Integrante da sub-região 2, formada por dez cidades, Pindamonhangaba contabilizou dois homicídios dolosos em abril.  Mesmo assim, o município registrou uma queda de 70% de vítimas de assassinatos entre os primeiros quatro meses de 2017 e 2018, reduzindo de 10 para 3 ocorrências

Região – As cidades do Vale do Paraíba que também tiveram moradores assassinados de janeiro a abril foram São José dos Campos (20),

Taubaté (11), Cruzeiro (7), Potim (6), Jacareí (6), Campos do Jordão (3), Tremembé (3), Canas (2), Roseira (1) e Queluz (1).

 

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