Tribunal Regional garante reajuste salarial de servidores de Guará

Tribunal aprova reivindicações; Executivo ainda pode entrar com recurso

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

O Tribunal Regional do Trabalho deu parecer favorável aos servidores municipais de Guaratinguetá na queda de braço contra a Prefeitura. Dois dos itens mais importantes foram aprovados pelo TRT. O Executivo ainda pode entrar com recurso contra a decisão, mas o Sindicato já comemora o resultado.

Depois de terem ficado 15 dias em greve e de não ter conseguido um acordo com a Prefeitura de Guaratinguetá, os servidores municipais receberam a notícia de que o reajuste salarial e o aumento do cartão alimentação foram aprovados pelo Tribunal do Trabalho. A batalha entre o Executivo e o Sisemug (Sindicato dos Servidores) se estendeu até a última quarta-feira, quando o TRT anunciou o veredicto.

“Nosso cartão alimentação vai ser reajustado em 11,08%, isso retroativo referente a primeiro de março, e também será estendido aos trabalhadores que ainda não tiveram nenhum tipo de aumento os mesmos 11,08% de reajuste salarial. Isso foi uma vitória muito grande, partindo do princípio que o Executivo não quis negociar essas questões com a gente”, contou o presidente do Sindicato, José Eduardo Ayres.

O relatório enviado pelo Sisemug continha sessenta itens. Ayres contou que os dois principais foram aprovados, e os demais se referem a causas sociais e econômicas. Ele ainda acredita que essas situações não são difíceis de resolver. A sentença foi dada através de videoconferência, e o documento final, por escrito, deve sair na próxima segunda-feira.

O líder dos servidores contou que precisa ter o documento em mãos para avaliar os demais itens e responder o que será feito, caso alguns desses tópicos não sejam aprovados. Ayres ainda contou que os trabalhadores que aderiram à greve não terão os dias de paralisação descontados. “Por enquanto, eu posso confirmar apenas que o trabalhador terá esse reajuste salarial e o aumento do cartão de alimentação. Nós tivemos muitos avanços nessa greve e julgaram essa paralisação como não abusiva”, concluiu.

O Executivo foi procurado pela reportagem do Jornal Atos para responder sobre a decisão do Tribunal. O Departamento de Comunicação lembrou que cabe recurso à decisão. Foi solicitada uma resposta oficial, mas, até o fechamento desta edição, a pasta não havia se pronunciado oficialmente.

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