Sob gritos de Lula, Temer foge de possível denúncia da PGR em visita à Guará

Presidente foi indagado sobre inquérito da PF, que aponta indícios de corrupção e lavagem de dinheiro; emedebista garante que vai brigar por reforma da previdência

O presidente Michel Temer que participou de entrega de apartamentos em Guará; discurso para críticos (Foto: Leandro Oliveira)
O presidente Michel Temer que participou de entrega de apartamentos em Guará; discurso para críticos (Foto: Leandro Oliveira)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

A rápida passagem do presidente Michel Temer (MDB) por Guaratinguetá movimentou a região. Desde quarta-feira já era possível ver viaturas da Polícia Federal na cidade. O efetivo foi reforçado na quinta e sexta-feira, dia que o presidente entregou as chaves do Residencial Flamboyant.

Enquanto discursava por quatro minutos e falava sobre o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, o presidente ouviu gritos com o nome do ex-presidente Lula, que está preso em Curitiba, por corrupção passiva, e foi impedido de disputar as eleições presidenciais desse ano com base na Lei da Ficha Limpa.

“Acho natural (os gritos em apoio a Lula). E os outros nomes, não falaram? Acho até estranho que não falaram o nome de outros candidatos. O Lula não é candidato, candidato é o Haddad”, respondeu Temer.

Ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que é relator da Lava Jato no STF, deu um prazo de 15 dias para que a PGR (Procuradoria Geral da República) possa decidir se abre denúncia contra Temer, no inquérito que investiga repasses da empreiteira Odebrecht ao MDB. O relatório final da Polícia Federal aponta que há indícios de que o presidente tenha recebido vantagem indevida da empreiteira. Segundo o documento, Temer teria cometido crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A procuradora geral da República, Raquel Dodge, analisará o documento e pode abrir denúncia ou arquivar o processo. Durante entrevista coletiva, Temer foi questionado sobre a possível abertura de denúncia. “Nem toco nesse assunto, isso é uma questão para o judiciário”, finalizou o presidente, que confirmou que fará um novo esforço para votar a Reforma da Previdência e citou que as contas do Planalto apresentam redução do déficit. “Quando chegamos ao governo, o déficit era de R$ 179 bilhões, por isso nós fixamos o teto de gastos. No outro ano foi de R$ 159 bilhões e agora a previsão para 2019 de R$ 139 bilhões. Ou seja, ao longo do tempo nós estamos fazendo aquilo que todo dono de casa deve fazer, gastar menos do que ganha. Daqui a dez anos nós vamos zerar o déficit no Brasil e será fruto dessa reforma”, projetou.

A visita de Michel Temer à Guará durou aproximadamente duas horas. Após deixar a cidade, o presidente seguiu com destino a Brasília.

 

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