Sindicato e Prefeitura discutem reajuste salarial para servidores em Guaratinguetá

Órgão pede ao menos 5% de correção e benefícios; Soliva oferece 4% e decisão vai para a Justiça

Com cofre magro, Marcus Soliva oferece 4% para servidores em 2019 (Foto: Rafaela Lourenço)
Com cofre magro, Marcus Soliva oferece 4% para servidores em 2019 (Foto: Rafaela Lourenço)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

O Sisemug (Sindicato dos Servidores Municipais de Guaratinguetá) entrou com uma ação no Tribunal de Justiça do Trabalho de Campinas para obter o reajuste salarial dos funcionários públicos. Sem resposta da Prefeitura até março, o Sindicato pede reajuste de salários, além do aumento real do salário e redução do desconto do cartão alimentação. Na última semana, a Prefeitura abriu negociações.

Segundo o presidente do Sisemug, José Eduardo Ayres, o Sindicato tentou negociar diretamente com o Executivo em fevereiro. Um ofício foi protocolado na Prefeitura, solicitando uma reunião com o prefeito Marcus Soliva (PSB) e os secretários da Fazenda e Administração, para negociar o percentual de reajuste para este ano.

Após trinta dias sem respostas, o Sindicato foi à Justiça em março e entrou com pedido de dissídio coletivo. “Pedimos a reposição da inflação, que é de 4,7%, no máximo 5%. Pedimos o reajuste do cartão alimentação, que é de R$ 300 e para que vá para R$ 500 para compensar a defasagem, além da diminuição no desconto do cartão. Têm servidores que pagam ainda 35% desse cartão, e queremos reduzir para 20%”, pontuou Ayres.

O Sindicato pede ainda o aumento real do salário dos servidores que, segundo o presidente, varia entre 10% e 15%. O sindicalista afirmou que desde o fim do ano passado há um distanciamento entre o Sisemug e o Executivo. Uma nova assembleia está programada para definir quais os rumos das negociações.

Contraproposta – Em entrevista ao Jornal Atos, o prefeito confirmou que foi feita uma proposta para reajustar o salário dos servidores, mas o percentual ficou abaixo do que era solicitado pelo Sindicato. A possibilidade indicada pelo chefe do Executivo é o arredondamento do percentual sugerido. “Neste ano aplicamos o índice de correção salarial, 3,75%. Não estamos abaixo do índice, estamos exatamente no índice. Ano passado fizemos o arredondamento, o que podemos discutir é o arredondamento de 3,75%, para 4%. Eu gostaria, de coração, de dar uma reposição maior. Passar sem reajuste, não vai”, garantiu Soliva.

O município trabalha no limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal e investe cerca de 50% com folhas salariais, e reajustar os salários acima dos 4% poderia comprometer as contas. Em 2018, o reajuste concedido foi de 3%.

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