Sem avanço, negociação entre grevistas e Unesp deve parar no TRT

Movimento de greve segue há mais de vinte dias; trabalhadores cobram reajuste de 12,34%

A entrada da Unesp de Guaratinguetá; funcionários seguem em greve por reajuste salarial (Foto: Lucas Barbosa)
A entrada da Unesp de Guaratinguetá; funcionários seguem em greve por reajuste salarial (Foto: Lucas Barbosa)

Lucas Barbosa
Guaratinguetá

Iniciado no último dia 6, o movimento de greve dos técnicos administrativos da Unesp (Universidade Estadual Paulista), campus de Guaratinguetá, segue sem previsão de encerramento. Os trabalhadores afirmaram que caso as negociações de reajuste salarial não avancem nas próximas semanas, a categoria levará o caso ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho).

Buscando um reajuste salarial de 12,34%, referente à soma de 9,34 % de inflação e 3 % de perdas salariais, cerca de sessenta técnicos administrativos mantém um movimento de greve. Com faixas pregadas em frente à universidade, eles protestam contra a reitoria.

Em maio, o Croesp (Conselho dos Reitores da USP, Unesp e Unicamp), órgão que estabelece as diretrizes das universidades, determinou um reajuste de 3% aos funcionários das instituições, mas o reitor da Unesp, Julio Cezar Durigan, acabou não concedendo o aumento. O fato gerou a revolta dos trabalhadores, e as unidades da Unesp de Assis, Bauru, Botucatu, Marilia e Guaratinguetá seguem com movimento grevista.

“Já ocorreram diversas reuniões, mas infelizmente não houve avanços. A reitoria está irredutível e afirma que não tem condições financeiras de dar sequer o reajuste de 3 % que foi acordado pelo Croesp”, explicou o eletricista e diretor do Sintunesp (Sindicato dos Trabalhadores da Unesp), João Inácio Pinto.

O diretor afirmou ainda que a greve é parcial, pois não foram todos os funcionários que aceitaram paralisar suas atividades. Ele também revelou quais serão os próximos passos do movimento. “Aguardaremos a volta das aulas, que ocorre dia 8, para que possamos fazer novas reuniões e caso a reitoria não nos apresente uma contraproposta decente, a categoria levará o caso ao TRT. Continuaremos firmes, pois estamos lutando pelos nossos direitos”.

O agente de vigilância e recepção, Joel Ayres, ressaltou o sentimento de indignação dos trabalhadores. “Em 2014, quando houve uma greve histórica, a reitoria afirmou que a situação econômica da Unesp era muito melhor do que a da USP e Unicamp. Como que agora as duas deram o reajuste e a Unesp afirma que não tem condições?”

Outro lado – Em nota oficial, a Unesp afirmou que apenas 23% dos servidores técnico-administrativos da universidade de Guará está em greve. As atividades da Unesp estão normais, menos o Centro de Convivência Infantil, que está com atividades prejudicadas no período da tarde.

A nota ressaltou ainda que a universidade mantém a proposta de reajuste de 3% sobre o salário de maio, comprometendo-se a conceder o reajuste assim que as suas condições orçamentárias e financeiras permitirem.

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