Secretária de Saúde revela ainda tentar Frei Galvão, mas não descarta ação

Sabatina na Câmara tem série de propostas para o Pronto Socorro; Santa Casa volta a ser opção em Guará

Secretária de Guará foi sabatinada por mais de duas horas no plenário (Foto: Leandro Oliveira)
Secretária de Guará foi sabatinada por mais de duas horas no plenário (Foto: Leandro Oliveira)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

A secretária de Saúde de Guaratinguetá, Maria Goret Gonçalves, foi sabatinada na Câmara na última quinta-feira. A pauta principal dos questionamentos foi o atual impasse entre o Executivo e o Hospital Frei Galvão, pela desinstalação do Pronto Socorro Municipal do complexo hospitalar.

Sem apresentar o contrato com o hospital, o que gerou críticas entre os vereadores, ela confirmou que tentará uma nova negociação com a direção do Frei Galvãoe acenou com a possibilidade de levar a discussão para a esfera judicial.

Uma semana após ter dito, em entrevista coletiva, que a Santa Casa já era uma opção descartada por estar recebendo atendimentos de alta complexidade em hemodiálise e oncologia, a secretária voltou atrás e revelou que trabalha com a Casa como plano “B”, caso não haja acordo com o Frei Galvão. Em contato com o representante do Cosems (Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado), Dr. Paulo Roltberg, ela foi informada de que essa possibilidade pode ser colocada em prática.

“A princípio pensei em voltar com o Pronto Socorro para a Santa Casa de Guaratinguetá. Me foi informado através da DRS (Direção Regional de Saúde) que não haveria a menor possibilidade, pois o Estado não permitiria dentro de um hospital estruturante um pronto socorro municipal”, contou. “Fui nesta semana a São José dos Campos, conversei com o Dr. Roitberg e ele explicou que o Estado tem a sessão sobre o hospital estruturante, mas para assuntos do pronto socorro, enquanto eu, gestora plena da saúde da cidade, posso negociar com o hospital. Se o prestador quiser, celebramos um convênio desde que haja acordo entre ambas as partes”, completou.

Mesmo com a possibilidade de retorno do Pronto Socorro para a Santa Casa, a secretária revelou que a primeira opção é tentar um novo acordo com o Frei Galvão. Segundo ela, não haveria tempo para realizar uma ampliação ou construção para que a Casa pudesse receber novamente o PS. Maria Goret garantiu ainda que tudo vai depender do que for dito pelos diretores dos hospitais.

Durante a sabatina dos vereadores, ela foi questionada sobre o contrato entre a secretaria e o Frei Galvão, que se encerraria no dsia 31 de dezembro. Os vereadores queriam saber se a secretária estudava entrar com uma ação judicial contra o hospital caso não haja um novo entendimento. “Não queremos chegar as vias judiciais, mas se não tivermos outra alternativa, será dessa forma. O atendimento não pode ser interrompido. Se for necessário, vamos entrar na justiça”, concluiu.

Opções – A secretária de Saúde descartou o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) como possível destino do Pronto Socorro. Ela afirmou que o AME pode se transformar, futuramente, em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), proposta tratada pela pasta como terceira opção. O atual convênio entre a Prefeitura e o Hospital Frei Galvão gira em torno de R$ 1,1 milhão mensais.

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