Paciente acusa Frei Galvão e Saúde de Guará por cobrar exame no SUS

Hospital cobrou R$ 250 por anestesia em mulher que faria litotripsia

Frei Galvão 3
Hospital cobrou R$ 250 por anestesia em mulher que faria litotripsia (Foto: Arquivo Atos)

Da Redação
Guaratinguetá

O Hospital Frei Galvão e a secretaria de Saúde de Guaratinguetá foram acusados de cobrar pela realização de exames no atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde). A denúncia partiu de uma moradora da cidade que pagou R$ 500 para fazer duas sessões de litotripsia.

A paciente E.C.A.C., 28 (que pediu para não se identificar), procurou o hospital para realizar o exame. Seriam três sessões, mas após pagar a segunda aplicação de anestesia, que somou R$ 500, ela e o marido, C.U.A. decidiram verificar a legalidade da cobrança.

O casal foi até a secretaria de Saúde para saber se procedia o sistema de cobrança no atendimento público realizado pelo Frei Galvão. No local, o marido da paciente teria recebido a resposta de que o pagamento pelo procedimento era motivado pela falta de repasse do Estado para custear as aplicações de anestesia. “No Frei Galvão, chegaram a falar ‘ou aguenta sem anestesia, ou paga pela sessão’. Pagamos pelas duas sessões”, contou C.U.A.

Com a nota, eles procuraram a Ouvidoria da Saúde, na regional do Estado, em Taubaté. O parecer do órgão foi de que o hospital não poderia cobrar pela aplicação, nem pelo exame. Com o parecer, eles foram até a Promotoria Pública de Guaratinguetá, que deu 48 horas para resposta da secretaria e do hospital.

A diretoria do Frei Galvão se reuniu com o casal e ofereceu o valor cobrado, mas a paciente e o marido não aceitaram a devolução. “O problema é saber quantas pessoas pagaram por esse atendimento. Vamos dizer que cerca de duas mil pessoas na cidade tenham procurado atendimento semelhante, isso daria algo em torno de R$ 1 milhão. Essas pessoas têm direito também, então abrimos um precedente”, frisou C.U.A. “Eles querem abafar esse caso, porque se vier a público, as pessoas vão querer o dinheiro de volta. Tem gente que pagou mais que a gente”.

O promotor de Justiça, Ricardo Reis Simili, avaliou o caso e aguarda a possibilidade de novos pacientes para dar andamento no processo.

A reportagem do Jornal Atos procurou a direção do hospital Frei Galvão, que preferiu não se pronunciar sobre o caso. O secretário de Saúde, Edson Riccomi se limitou a lembrar que o hospital admitiu a cobrança equivocada da paciente atendida, mas já procurou a jovem para que ela recebesse o valor pago pela anestesia.

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2 comentários em “Paciente acusa Frei Galvão e Saúde de Guará por cobrar exame no SUS

  • 9 de setembro de 2015 em 13:46
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    Então… o hospital Frei Galvão está uma verdadeira vergonha pois no dia 20/04/2015 eu acordei passando mal sangrando com a bolsa rompida e de 37 semanas de gestaçao… acionei o samu que me conduziu ate a unidade e chegando la me fizeram exame de toque e me jogaram em uma maca, sem ninguem e sem nada nem um soro pra diminuir minha dor pois meu filho ja estava sofrendo e eu tbem … cheguei la as 10 da manha e as 15:00 mais ou menos quando vi q ja nao aguentava mais e eles o queriam fazer meu parto eu procurei desesperadamente meu medico que me levou pra Lorena meu filho nasceu saudavel gracas a Deus e gracas a Babymed de Lorena um hospital maravilhoso com um atendimento excelente!!! Ja esse lixo de frei galvao q n me ajudou em nada tenho vergonha desse lugar e essa cidade com tantos recursos … nessas horas cade o Edson Riccomi???? #DescasoTotal

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  • 26 de abril de 2016 em 23:16
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    já fiz por três vezes litrotrepsia sendo duas delas fui cobrado também, perguntei sobre
    o recibo da anestesia aplicada a enfermeira que trabalha no local ( falou que não era possivel fornecer o recibo; Perguntei porque, continuei sem resposta ……. Espero explicação do Hospital frei galvão….

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