Moradores e Polícia Militar se juntam em ação para reforçar segurança em Guará

Vizinhança Solidária ganha força com parceria e informações na tentativa de reduzir índices criminais

Viatura da Polícia Militar, em Guaratinguetá; parceria com comunidade tenta ampliar a atenção contra o crime (Foto: Arquivo)
Viatura da Polícia Militar, em Guaratinguetá; parceria com comunidade tenta ampliar a atenção contra o crime (Foto: Arquivo)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

Uma alternativa para estreitar os laços entre a comunidade e a Polícia Militar é a expansão do programa Vizinhança Solidária. Em Guaratinguetá, novos bairros aderiram à iniciativa que tem como objetivo reforçar a segurança nas regiões do município através de contato constante de grupos de moradores e a PM.

A Polícia tem se reunido com famílias de diversos bairros da cidade, afim de conhecer as reais necessidades de cada região. A participação dos moradores é crescente a cada encontro. Em um período de um mês, entre agosto e setembro, foram realizadas duas reuniões. A primeira no Parque do Sol e a segunda no Parque das Árvores.

No Parque do Sol, a presidente da associação de moradores do bairro, Maria Helena de Barros, a ‘Leninha’, contou que conhecia o projeto de nome, mas só se interessou em fazer parte do Vizinhança Solidária devido a reaproximação da PM junto a comunidade, neste ano. Apesar de ter encontrado resistência em alguns vizinhos, Leninha ressaltou que a iniciativa é importante para a comunidade. “Depois de ter feito um cadastro de todos os vizinhos, montamos um grupo no WhatsApp para assuntos específicos de segurança, algo estranho que vemos na rua, carro parado por muito tempo observando o movimento, enfim, estamos unidos”, detalhou a moradora.

Quem faz parte do programa tem ou terá uma placa fixada nos muros das casas. O cadastro do morador é enviado por e-mail ao comandante da PM de Guaratinguetá, o capitão Wagner Guimarães. “Nossa meta é fazermos todas as ruas do bairro”, destacou Leninha.

No Parque das Árvores, quem está à frente do programa é Janaína Galvão Faria, moradora do bairro há dez anos. Janaína conheceu o Vizinhança Solidária através de Leninha. No início do mês, os moradores receberam o comando da Polícia Militar para uma reunião para discutir a implantação do programa. “Todos se mostraram motivados a implantar em nosso bairro”, destacou a moradora, que reforçou que através do encontro, os moradores decidiram se unir.

Apresentado no início de julho, o comandante da Polícia Militar de Guaratinguetá, logo em sua chegada, ressaltou que o trabalho da PM não depende apenas do efetivo policial, mas principalmente da parceria junto aos moradores. Na primeira coletiva de impressa, Guimarães já tinha salientado a expansão do Vizinhança Solidária.

Atualmente, o Vale do Paraíba continua como uma das regiões mais violentas do Estado de São Paulo. A região registrou um aumento de vítimas de homicídios dolosos (quando existe a intenção de matar) no primeiro semestre do ano, comparado ao mesmo período de 2017. Líder em violência, a área é a única do interior que possui uma taxa de mais de 10 homicídios por 100 mil habitantes.

De acordo com o levantamento da secretaria de Segurança Pública do Estado, de janeiro a junho 173 moradores da RMVale tiveram as vidas interrompidas pela violência. O número é 6% superior ao dos primeiros seis meses de 2017, quando foram contabilizados 163 assassinatos.

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