Moradores da Rocinha reivindicam melhorias no atendimento da saúde

Secretária de Saúde participa de reunião com grupo de moradores da zona rural

Secretária de Saúde de Guaratinguetá, Maristela Macedo, ouve pedidos de moradores da Rocinha por melhor atendimento no PSF (Foto: Leandro Oliveira)
Secretária de Saúde de Guará, Maristela Macedo, ouve pedidos de moradores da Rocinha por melhor atendimento no PSF (Foto: Leandro Oliveira)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

Os moradores da Rocinha, bairro da zona rural de Guaratinguetá, se reuniram na última semana com a secretária municipal de Saúde, Maristela Macedo. O encontro foi um pedido da população local, que aguarda por melhorias no setor e apresentou à secretária problemas pontuais que se estendem há anos.

A reunião, na última quarta-feira de maio,  contou com aproximadamente trinta moradores que se encontraram na sede do PSF (Programa de Saúde da Família) do bairro. Alexandre Santos é morador da Rocinha e destacou as principais reivindicações da comunidade. “Está faltando medicamentos. Ela (Maristela) falou que não estava. Agora jogou que a culpa é do Governo do Estado, então está ficando difícil. Veio nos ajudar, mas até o momento não está ajudando muito”, criticou. O morador pediu ainda um veículo da saúde municipal para atender a região e um médico reserva, na falta da médica que atende o PSF da Rocinha.

Outra moradora, a dona de casa Sandra Alves, que reside a seis quilômetros da sede do PSF, afirmou que sua ficha médica e da família não estava atualizada e que não foi comunicada sobre a necessidade. “Onde eu moro não tem nada atualizado. Eles não vão até a gente para falar que precisa atualizar. Precisa de um dentista, não vai. A gente é mais esquecida ainda”.

Outra dona de casa do bairro, Fátima Alves, revelou que a maior queixa está ligada à atuação das agentes comunitárias de saúde. “As meninas não vão de casa em casa, que pelo certo, devia ser uma vez por mês. Quando vão, têm umas que saem, preenchem as pranchetas na rua e voltam embora. Uma não vai nas casas porque é distante e porque não trabalha sob o sol”.

Em resposta às reivindicações feitas pelos moradores, a secretária de Saúde afirmou que a queixa sobre as agentes comunitárias de saúde não foi feita durante a reunião e a moradora em questão não havia participado do encontro, mas a conduta seria analisada pelo setor.

Segundo Maristela, a reunião tinha como objetivo escutar os anseios dos moradores para realizar uma programação para resolver as demandas. “Entre as propostas de âmbito coletivo, todas já tinham sido na Conferência Municipal de Saúde e já estão contempladas no Plano Municipal de Saúde. Algumas que não estavam contempladas e foram problemas operacionais, a gente anotou e hoje começamos a solução, por exemplo, o dentista diz que não faz canal porque não tem material. O material foi encaminhado hoje já”, concluiu.

Ainda informa a secretária que sobre os pedidos pontuais ligados a exames e consultas, foi solicitado aos moradores que encaminhem os pedidos à enfermeira chefe do PSF do bairro.

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