João Telê acusa Prefeitura de perseguição e diz que Guará não joga mais na cidade

Diretor vê descaso no tratamento com o clube; pedidos de uso do Dario e até do Chico Vaz teriam sido negados

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

O impasse entre a Prefeitura e o Guaratinguetá continua. Uma semana após a resposta negativa do poder público quanto à utilização do estádio Professor Dario Rodrigues Leite por parte do Tricolor, o clube-empresa voltou a criticar a administração municipal. Impedido de mandar as partidas da Série A-3 na cidade, a direção do Garça acusou o governo Francisco Carlos (PSDB) de perseguição.
Dentro das quatro linhas o Guaratinguetá luta para se manter no terceiro nível do futebol estadual. Fora de campo, a briga travada é nos bastidores da equipe que leva o nome da Terra de Frei Galvão, mas continua proibida de jogar em Guaratinguetá, até que o convênio entre o clube e a Prefeitura seja renovado.
João Telê, que dirige o time à beira do campo mas também trabalha na parte administrativa do clube, declarou que a Garça não jogará na cidade. Para ele, “há muita má vontade” do poder público de Guaratinguetá com o clube-empresa. “Meu desejo de jogar na cidade é forte, mas eu não vou ficar nesse joguinho (sic). A municipalidade e os administradores não querem que a gente jogue. O prefeito não quer”, acusou.
A declaração de João Telê foi feita após a visita do prefeito à sede da Federação Paulista de Futebol. Na ocasião, o chefe do Executivo formalizou junto à FPF um comunicado que impede que o Guará utilize o estádio Professor Dario Rodrigues Leite. O clube só poderá voltar a jogar no Ninho da Garça depois de enviar uma solicitação formal ao poder público, renovar o convênio para utilização do campo e quitar os débitos que continuam abertos.
Segundo João Telê, o clube-empresa está sofrendo perseguição por parte da administração municipal desde 2015. “Nós fomos escorraçados de Guaratinguetá. Isso que está acontecendo é perseguição”, criticou o diretor, que ironizou o apoio dado ao outro clube da cidade, o Manthiqueira, que disputa a Série B estadual, que tem início previsto para maio. “Pau que bate em Chico, tem que bater em Francisco. O que é dado para o Manthiqueira, não é dado para o Guaratinguetá”, comparou.
Telê disse ainda que o clube solicitou o uso do campo do Chico Vaz, no bairro do Campinho, para a preparação da equipe, mas também recebeu resposta negativa. “Não nos permitiram usar, enquanto esse estádio ficava às moscas. Pedimos o Dario Leite para a Copa São Paulo, a custo zero, e não cederam. Então, a má vontade é dos administradores, tanto do prefeito como do secretário de Esportes (Gustavo Mathídios)”.
Outro lado – Procurada pela reportagem do Jornal Atos, a Prefeitura se limitou a responder que “essas informações não procedem”.

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