Francisco Carlos e Junior Filippo negam falhas em contrato prestação de serviços na água e esgoto

Na lista de investigados, ex-prefeitos aguardam notificação para responder acusações sobre irregularidades

Os ex-prefeitos de Guaratinguetá, Francisco Carlos e Junior Filippo, que ainda não haviam sido notificados até o fechamento desta edição do Atos (Foto: Arquivo Atos)
Os ex-prefeitos de Guará, Francisco Carlos e Junior Filippo, que ainda não haviam sido notificados até o fechamento desta edição do Atos (Foto: Arquivo Atos)
Leandro Oliveira
Guaratinguetá
Os envolvidos foram procurados pela reportagem do Jornal Atos e garantem que não há falhas no processo e contrato com a Iguá Saneamento. Um dos nomes citados na ação é o do ex-prefeito entre os anos de 2013 e 2016, Francisco Carlos (PSDB).

O tucano afirmou que ainda não recebeu a ação, e que é prematuro qualquer tipo de resposta, mas acredita que o fato “não é preocupante”. Questionado se houve omissão por parte de sua administração, ele respondeu. “Está errado. Quem fiscaliza contrato não é o prefeito ou diretor do Saeg, mas sim o Ministério Público e o Tribunal de Contas. Eles tem essa obrigação”.Sobre a informação de que a falha teria sido do Tribunal de Contas do Estado, o ex-prefeito afirmou. “É, a competência é do Tribunal de Contas”.
O ex-prefeito Junior Filippo (PSD), que esteve à frente do Executivo entre os anos de 2004 e 2012 e assinou o contrato com a então CAB, em 2008, também foi apontado na ação civil pública. Ele foi citado por Francisco Carlos. “Sobre isso (contrato), tem que falar com o Junior (Filippo). Ele que fez a licitação. A concessão público-privada foi o ‘Juninho’ que fez”.

Através dos dois ex-prefeitos foram nomeados os ex-presidentes da Saeg e Arsaeg que também foram citados na ação.
Em entrevista ao Jornal Atos, Filippo também disse não ter recebido a notificação do Ministério Público e que tomou conhecimento do fato através de amigos. O ex-prefeito se defendeu e alegou que não pode comentar o caso, pois não teve acesso a ação, mas justificou o contrato firmado durante sua gestão. “A motivação, que me levou a fazer a licitação para contratar uma parceria público-privada para tratar 100% do esgoto foi exatamente uma condenação judicial, de que o próprio MP ingressou contra o município, obrigando que o administração fosse tratar o seu esgoto em 100%”, contou. “Estou convicto de que esse era o único caminho que tínhamos naquele momento”.

Por telefone, o ex-prefeito afirmou que está tranquilo quanto à execução e fiscalização das ações durante sua gestão. “Estou convicto que está correto o procedimento. Também estou convicto que a execução do contrato durante o meu governo foi cumprido de acordo com o cronograma. Agora vamos aguardar a notificação para a gente conhecer o processo, e vamos trabalhar no sentido de mostrar que existe um grande equívoco e que a justiça possa ser feita”.

Empresa – Procurada pela reportagem, a Iguá Saneamento (Guaratinguetá) informou que ainda aguarda notificação sobre a ação civil pública para comentar o caso.

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