Feirantes relatam série de problemas em Guará

Falta de banheiros, imprudência de motoristas e incerteza sobre feira noturna estão entre as queixas dos ambulantes

Feira que corta rua no Pedregulho; fregueses e feirantes cobram Prefeitura por banheiros públicos e estruturas básicas no espaço (Foto: Leandro Oliveira)
Feira que corta rua no Pedregulho; fregueses e feirantes cobram Prefeitura por banheiros públicos e estruturas básicas no espaço (Foto: Leandro Oliveira)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

Tradicional em Guaratinguetá, as feiras livres são realizadas com frequência nos principais bairros da cidade. Pedregulho, Campo do Galvão e Jardim do Vale estão na rota dos feirantes, que vendem frutas, verduras, legumes, roupas e utensílios em geral. Mas os trabalhadores estão relatando uma série de problemas enfrentados por eles ao longo dos anos. Entre as queixas estão falta de banheiros e imprudência de motoristas.

No Pedregulho, a feira é realizada sempre às quartas-feiras. Uma extensa faixa de barracas é montada em duas ruas do bairro e o trânsito na via fica interditado até o fim do comércio. Alguns motoristas insistem em passar pelo local enquanto os feirantes estão desmontando as barracas, na parte final da feira.

“Falta bom senso para alguns motoristas. Isso acontece desde 2008. Tem vários casos de discussões e a gente fica preocupado, porque uma hora ou outra alguém pode levar a discussão às vias de fato. Nada é feito. Existe uma promiscuidade muito grande da administração municipal, que está largada as moscas”, contou Guilherme Braga Júnior, feirante há 25 anos.

Braga, que em Guaratinguetá trabalha apenas na feira do Pedregulho, também se queixou da situação precária dos banheiros usados pelos feirantes. “A gente tem vários problemas, mas o principal é o banheiro. São dois banheiros para 400 pessoas, isso sem dizer as condições de higiene quando ele (banheiro) vem para a feira do Pedregulho. Isso é um desrespeito com todos nós, porque nós pagamos impostos. Onde há dever, deve haver obrigação”.

Vanusa Cabette trabalha há três anos como ambulante nas três principais feiras da cidade. Ela contou que nesses bairros não tem mais banheiros. “Eu percebi que desde a eleição algumas feiras não têm mais banheiros. No Jardim do Vale foi o segundo domingo seguido que teve feira, mas não colocaram os banheiros. Eu moro próximo dessa feira, mas o ambulante que não mora precisa pedir para usar o sanitário de algum morador ou comércio”.

Outra preocupação de Vanusa é a realização das feiras noturnas, em novembro e dezembro. Ela contou que foi informada que a Prefeitura não vai realizar as feiras natalinas. “Em dezembro estavam previstas duas feiras, uma no início e outra no dia 23. Agora já tem conversas de que não terão mais. Isso prejudica nosso trabalho. Desde o começo do ano a gente tem trabalhado nas feiras noturnas, e quando chega a época de Natal, pode ser que não tenha”, concluiu.

A Prefeitura de Guaratinguetá foi procurada para responder sobre as reclamações e dúvidas dos ambulantes, porém até o fechamento desta edição, nenhuma resposta foi enviada para a equipe de reportagem.

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