Estado promete novas ações para combater criminalidade, ainda crescente na região

Mesmo com queda de mortes no ano, Vale do Paraíba permanece como mais violenta do interior paulista; Guará e Lorena lideram ranking regional de assassinatos na sub-região 3

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Ação da Polícia Militar nas ruas de Lorena; governador Mario França lança projeto para reduzir índice de criminalidade (Foto: Divulgação)

Lucas Barbosa
Regional

Em visita a São José dos Campos no último dia 20, o governador e pré-candidato Márcio França (PSB) anunciou um pacote de medidas para intensificar o combate à criminalidade na região. Além de afirmar que pretende aumentar o efetivo das polícias Civil e Militar, França lançou o projeto “Alistamento Civil”, uma das estratégias para reduzir os índices de criminalidade, ainda alarmantes na região.

A iniciativa consiste em recrutar cinco mil jovens, de 18 anos, dos 15 municípios mais violentos do Estado, afastando-os da ociosidade. Os contratados, que receberão uma bolsa mensal de R$500, participarão em agosto de cursos profissionalizantes e de noções de ética e civismo, direitos humanos, higiene e de primeiros-socorros.

Dados divulgados pela secretaria de Segurança Pública do Estado, na última segunda-feira, apontam que a RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba) teve 148 vítimas de homicídios ou latrocínios (roubo seguido de morte) nos primeiros cinco meses do ano. Além de Lorena e Guaratinguetá que lideram o “ranking da violência” na sub-região 3, Potim registrou um aumento preocupante de casos.

De acordo com o levantamento, de janeiro a maio, 140 moradores da região foram vítimas de homicídios dolosos (quando existe a intenção de matar) e 8 de latrocínios. O total é 3% inferior ao da mesma época de 2017, quando ocorreram 153 casos.

Na sub-região 3, integrada por nove municípios, Guaratinguetá é a que registrou o maior número de homicídios dolosos no ano, com 15 ocorrências. O índice é 50% superior ao dos cinco primeiros meses de 2017, que teve dez registros.

Assim como a cidade vizinha, Lorena também contabilizou um aumento de 50% em mortes por violência no comparativo entre 2017 e 2018. Enquanto de janeiro a maio deste ano o munícipio teve um morador vítima de latrocínio e outros 14 de homicídios dolosos, no mesmo período do ano passado oito pessoas foram assassinadas e outras duas mortas durante assaltos.

Outro município que enfrenta uma situação alarmante é Potim, que registrou um aumento de 125% assassinatos, saltando de 4 para 9 registros.

Na contramão das demais cidades da região, Pindamonhangaba obteve uma redução de 36% em mortes violentas, reduzindo de 11 para 7 casos.

As demais cidades da região que registraram óbitos motivados pela violência de janeiro a maio de 2018 foram São José dos Campos (25), Taubaté (13), Jacareí (10), Aparecida (9), Cruzeiro (7), Caçapava (3), Campos do Jordão (3), Tremembé (3), Canas (2) e Roseira (1).

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