Escolas de samba mudam de ideia e decidem competir em Guaratinguetá

Acadêmicos, Tamandaré e Bonecos Cobiçados aceitam disputar título com Mocidade e Beira Rio na avenida Getúlio Vargas, em 2019; Embaixada não deve lutar por título

A porta-bandeira da Tamandaré dá show na avenida durante o Carnaval de 2018; a três meses do desfile de 2019, escolas debatem fórmula  (Foto: Arquivo Atos)
A porta-bandeira da Tamandaré dá show na avenida durante o Carnaval de 2018; a três meses do desfile de 2019, escolas debatem fórmula (Foto: Arquivo Atos)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

Depois de terem demonstrado interesse em realizar desfiles carnavalescos participativos em 2019, três das quatro escolas de samba de Guaratinguetá recuaram. A reviravolta foi rápida e em menos de uma semana. A Oesg (Organização das Escolas de Samba) precisou realizar diversas reuniões para acertar o Carnaval entre escolas de samba da cidade. Cinco agremiações disputarão o título no ano que vem.

Beira Rio da Nova Guará e Mocidade Alegre do Pedregulho foram as únicas a solicitar a competição desde o início da discussão. As duas agremiações foram contra o desfile participativo, ou seja, sem disputa de título. Na última semana, a Oesg confirmou que as outras quatro escolas de samba da cidade, Acadêmicos do Campo do Galvão, Embaixada do Morro, Unidos da Tamandaré e Bonecos Cobiçados, não queriam a competição. Por maioria de votos, ficou definido que o desfile de 2019 não seria competitivo.

Menos de sete dias após a decisão, as quatro agremiações começaram a cogitar a possibilidade de recuar da própria iniciativa. Ainda na última semana, a comunidade do samba ficou em choque com a morte do presidente da Embaixada do Morro, Reinaldo Tarzan. O líder da vermelho e branco sofreu um infarto fulminante. A essa altura já havia uma movimentação por parte das escolas pelo desfile competitivo em 2019.

“As escolas tinham um prazo até 4 de dezembro para apresentação de toda documentação para o credenciamento junto ao edital público, para que pudesse estar habilitada e recebendo a subvenção de R$ 20 mil até o fim de dezembro”, respondeu o presidente da Oesg, Marco Antônio da Silva.
O valor de R$ 20 mil é uma parcela dos R$ 50 mil destinados a cada agremiação da cidade. Na última terça-feira, apenas a Embaixada do Morro não apresentou a documentação para ter acesso ao recurso e disputar a competição em 2019. Com o compromisso firmado, as agremiações precisarão realizar apresentações artísticas e tarefas preparatórias para ter acesso aos R$ 30 mil restantes.

De volta – Das cinco escolas confirmadas, a Beira Rio não desfilou neste ano. Por isso, desde o início das discussões sobre os desfiles de 2019, a agremiação se mostrou contrária a decisão do carnaval sem competição. Desde o começo do ano a escola tem feito eventos para arrecadar fundos, de olho na disputa do título do ano que vem.

“A agremiação não desfilou no último Carnaval devido a problemas financeiros e administrativos. Neste ano foi formado um colegiado administrativo, uma diretoria de Carnaval e uma comissão de eventos, com o propósito de colocar um desfile digno para nossa comunidade”, afirmou o diretor da agremiação, Paulo Santos. “Começamos a trabalhar com eventos desde maio para arrecadar fundos para desfilarmos competitivamente. Era uma questão de honra para a escola colocar um desfile em 2019 com muito trabalho e pés no chão”.

Além dos R$ 50 mil repassados pela Prefeitura, a agremiação deve contar com um suporte extra de R$ 70 mil, segundo Santos. Os trabalhos no barracão da escola começam em janeiro. Foram confeccionadas esculturas em São Paulo que chegarão a Guaratinguetá somente no início do ano.
Em busca do bi – Atual campeão do Carnaval em Guaratinguetá, o Acadêmicos do Campo do Galvão tenta a segunda taça consecutiva em 2019. A agremiação investiu pelo título em 2018, e mantém pendências abertas, segundo o presidente da escola. Por isso, a vermelho, azul e branco se mostrou inicialmente interessada no desfile competitivo.

“Devido as dificuldades que nós estamos tendo com o carnaval anterior, pelo tamanho do carnaval, temos algumas pendências, o que é normal. O carnaval participativo era um novo planejamento e seria financeiramente plausível pela diretoria. Mas como nós já vínhamos trabalhando por um carnaval competitivo, e junto com a comunidade, houve essa reviravolta para a gente competir”, citou o presidente do Acadêmicos, Luís Antônio Gonçalves.

Os trabalhos no Campo do Galvão estão a todo vapor, a agremiação já gravou o samba de 2019 e trabalha na confecção de figurinos. Entre dezembro e janeiro, vai acelerar os serviços para buscar o bicampeonato no dia 5 de março.

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