Debate da Metropolitana fecha série de confrontos em Guará

Candidatos trocam acusações e apresentam planejamentos para cidade; destaques ficaram com saúde e turismo

Os candidatos a prefeito de Guaratinguetá em último debate realizados no Salão Social do Sindicato dos Servidores (Foto: Francisco Assis)
Os candidatos a prefeito de Guaratinguetá em último debate realizados no Salão Social do Sindicato dos Servidores (Foto: Francisco Assis)

Francisco Assis
Leandro Oliveira
Guaratinguetá

Os cinco candidatos de Guaratinguetá foram reunidos na manhã da última quarta-feira para o último debate antes das eleições deste domingo. O evento, realizado pela rádio Metropolitana, em conjunto com o Sindicato dos Servidores Municipais da cidade, abordou uma série de temas que tomaram conta das discussões durante a campanha, entre eles, as reclamações sobre a saúde pública.

O assunto abriu o debate, com a pergunta ao atual prefeito Francisco Carlos Moreira (PSDB) sobre a negociação com o hospital Frei Galvão sobre o atendimento no Pronto Socorro. Ao contrário do que a Câmara informou à reportagem, o candidato tucano garantiu que já entregou uma cópia do atual contrato, que vence no último dia deste mandato. O presidente da Câmara, Marcelo Coutinho, o Celão (PSD) disse que ainda não recebeu a cópia, apenas um contrato de locação e que o prazo para a entrega se encerra nesta sexta-feira. Ele afirmou ainda que a Prefeitura não revelou dados sobre o novo documento com o hospital porque as negociações não estão definidas.

Ainda sobre saúde, o atual prefeito falou da criação de UPA (Unidades de Pronto Atendimento), da transformação do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) em UPA e voltou a dizer que a saúde de Guará é boa.

Outro candidato que lembrou da saúde foi Argus Ranieri (PMDB). Após ouvir de Moreira que a atual administração construiu 17 unidades de saúde, ele rebateu. “O grande problema de Guará é a saúde. Filas de cirurgia para consultas, problemas na cardiologia. Minha visão é de investir em Pronto Atendimento. Lá a pessoa entra e já é atendida. São 140 bairros em Guará, alguns precisam de UBS’s (Unidades Básicas de Saúde), ou modernizar o que tem. O que não pode é o que está acontecendo, enquanto os UBS’s não têm medicamentos, o almoxarifado da Prefeitura joga remédios fora”.

Um momento de apreensão no debate foi quando o atual vereador, Marcus Soliva (PSB) foi questionado sobre o posicionamento de seu candidato a vice-prefeito Régis Yasumura (PSB), que chegou a falar durante uma entrevista nesta semana que não estaria pronto para ocupar o cargo. “Quem ouviu as entrevistas dos vices, viu o meu falando, mas os outros estão mesmos preparados? Eu estou preparado e vou transmitir isso a ele (Yasumura), a parte técnica, porque a área social, o humano, ele já tem e faz um belo trabalho”.

No dois blocos em que os candidatos perguntaram um para o outro, temas como a criação de parques tecnológicos como estratégias para atrair empresas, regularização de bairros, reforço de policiamento e o investimento no turismo.

Sobre o último, Tânia Araújo (PT), Junior Filippo (PSD), Ranieri e Soliva criticaram a atual administração, com apontamentos de falta de investimento no setor e atendimento ao turista.

No último bloco, moradores questionaram os candidatos. Tânia Araújo disse que mantém no plano de governo a criação do passe livre estudantil e prevê melhorias para o transporte público. Argus lembrou a necessidade de regularizar as ciclovias e ciclofaixas criadas na atual gestão. Segundo o candidato, elas estariam fora do padrão. “Precisamos aumentar a segurança dos ciclistas. Guará cresceu e não se preparou para ter a ciclovia, então temos que planejá-las. Elas não podem, por exemplo, prejudicar o comércio”.

Junior Filippo respondeu sobre acessibilidade. “É preciso planejamento para atender. Preparar calçadas, criar um centro de integração para deficientes, um canal mais próximo com o poder executivo.

Questionado pelos concorrentes, Francisco Carlos também teve que responder sobre turismo a um ouvinte da emissora. “Desenvolvemos o turismo religioso e de eventos. Doamos área para o santuário e investimos em outros eventos religiosos. Fizemos muito”.

Já Marcus Soliva foi questionado sobre as saídas para praças esportivas, como o estádio municipal Dario Rodrigues Leite, que teve o uso reduzido com o afastamento do Guaratinguetá Futebol. “Esporte é essencial para preparar as crianças, mas se não tiver espaço físico, não dá pra fazer. Vamos investir no esporte amador, gerar espaços para que o jovem possa utilizar disso. Sobre o estádio, hoje não tem condições de mantermos dois times profissionais. Já temos o Manthiqueira. Temos que usar essa estrutura para fortalecer o que é daqui”.

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