Atraso de três meses na cestas básicas pode paralisar coleta de lixo em Guará

Motoristas cobram benefício atrasado desde outubro; ameaça de paralisação

Lixo em terreno baldio aguarda coleta em Guaratinguetá; serviço pode ser paralisado por falta de recebimento das cestas básicas dos funcionários (Foto: Arquivo Atos)
Lixo em terreno baldio aguarda coleta em Guará; serviço pode ser paralisado após atraso na entrega das cestas básicas (Foto: Arquivo Atos)

Leandro Oliveira
Guaratinguetá

O Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba tomou a frente uma discussão sobre atrasos no pagamento de cestas básicas a motoristas que fazem a coleta de lixo de Guaratinguetá. Os trabalhadores não recebem o benefício há três meses e estão cobrando um posicionamento da empresa que deveria efetuar o pagamento, a RG Empreendimentos, e a Codesg (Companhia de Desenvolvimento), que licitou o serviço.

Na última terça-feira foi protocolado um ofício na Codesg e na Saeg (Companhia de Águas, Esgoto e Resíduos) informando sobre o atraso no pagamento das cestas básicas e outros descumprimentos contratuais previstos em licitação. Os trabalhadores pediram o pagamento num prazo de 72 horas (prazo encerrado após o fechamento desta edição), caso contrário, existe a possibilidade de paralisação do serviço.

A RG Empreendimentos venceu a licitação da nova frota de caminhões que fazem a coleta de lixo no município em outubro do ano passado. A empresa assumiu os compromissos da antiga prestadora de serviço, a Construrban. Os condutores afirmam que desde que a empresa começou a operar em Guaratinguetá estão sem receber as cestas básicas, que fazem parte das obrigações firmadas no contrato.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato, Manoel Galvão, a empresa teria que pagar um valor referente ao tíquete alimentação além da cesta básica. Ou a empresa pagaria a cesta, com os itens alimentícios, ou efetuaria acrescentaria ao valor do tíquete mais R$ 145, referentes à cesta. O valor estaria sendo pago, mas até o momento, o benefício não foi entregue ou acrescentado aos funcionários. “Também tem o plano de saúde. Até agora que eles assumiram, não fizeram nada. A gente liga e eles não dão satisfação. Mandamos e-mail e eles não respondem. A gente procurou informação pelo WhatsApp e nada. Se não efetuar o pagamento ou conversar com a gente, infelizmente vamos parar o sistema. Quem sofre com isso é a população”, relatou o sindicalista.

O diretor da Codesg, José Antônio Rodrigues Alves, negou que a Companhia tivesse conhecimento do atraso no pagamento das cestas e confirmou que após ter recebido o ofício do Sindicato, intimou a empresa para que sejam prestados os devidos esclarecimentos. Segundo Rodrigues, nenhum motorista procurou a diretoria da Companhia para informar sobre os atrasos. “Os caminhões são locados. Nós temos um contrato de locação com a empresa RG e os motoristas são por conta dela. Realmente o Sindicato mandou um ofício e a gente não tinha conhecimento que eles não estavam pagando. Três meses é o tempo do contrato, quer dizer, até hoje não mandaram cesta básica para eles. Nós chamamos a empresa para conversar pois o edital de concorrência obriga que eles cumpram todas as exigências trabalhistas”, declarou.

A RG Empreendimentos foi procurada para responder sobre o atraso no pagamento das cestas básicas aos motoristas e a falta de plano de saúde no contrato com os trabalhadores, mas nenhuma resposta foi encaminhada até o fechamento desta edição.

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