Justiça determina reajuste no vale alimentação dos servidores em Cruzeiro

Após frustradas negociações, Prefeitura é obrigada a aumentar o valor do benefício aos trabalhadores

Diretoria do Sindicato dos Servidores, durante protesto em frente à Prefeitura; reivindicações atendidas (Foto: Arquivo Atos)
Diretoria do Sindicato dos Servidores, durante protesto em frente à Prefeitura; reivindicações atendidas (Foto: Arquivo Atos)

Rafael Rodrigues
Cruzeiro

A Prefeitura de Cruzeiro será obrigada a reajustar o vale alimentação dos servidores na cidade em 5,44% após determinação judicial. Uma audiência realizada na última semana no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) em Campinas, impôs o aumento que será pago já no mês de julho.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cruzeiro e Queluz alega que foi necessário ingressar com ação judicial, já que todas as tentativas de negociação com a atual administração não levaram a nenhum acordo.

A rodada de negociações começou em fevereiro (mês da data-base), mas nem o reajuste salarial, tão pouco o benefício, foram reajustados. A Prefeitura alegava à entidade não ter condições de arcar com os aumentos solicitados. Em nota, o sindicato afirmou que a primeira proposta foi aumento de 10% no salário, reajuste do cartão alimentação em 19%, manutenção dos pontos de utilização do respectivo cartão e ainda criação e implantação da Cipa.

A entidade afirmou ainda que “como a Prefeitura não acatou as propostas do Sindicato com relação ao aumento do salário base e cartão alimentação, o órgão ingressou com ação judicial de dissídio coletivo, no Tribunal Regional do Trabalho”.

A afirmação desmente a divulgação da Prefeitura de que houve acordo com o Sindicato, já que a entidade alega que a princípio, não fosse a ação judicial, a atual administração não teria oferecido nenhum valor de reajuste.

O  auxílio-alimentação  de R$ 237,94 terá o valor elevado para R$ 250,88, conforme o índice de reajuste do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador oficial do Governo do Estado de São Paulo acumulado nos últimos 12 meses.

Sobre o aumento do salário base, o dissídio foi suspenso, ficando acordado que haverá nova reunião em agosto para finalizar e chegar a um índice de aumento.

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