Em meio ao caos na saúde, Cruzeiro reabre o Pronto Socorro

População intensifica cobranças por solução de problemas no atendimento

Idoso procura atendimento no Pronto Socorro de Cruzeiro, na última quinta-feira; crise sem fim na saúde (Foto: Maria Fernanda Rezende)
Idoso procura atendimento no Pronto Socorro de Cruzeiro, na última quinta-feira; crise sem fim na saúde (Foto: Maria Fernanda Rezende)

Maria Fernanda Rezende
Cruzeiro

O Pronto Socorro da Santa Casa de Cruzeiro foi reaberto na última segunda-feira após quase três meses de inatividade. Mas a medida não diminuiu os transtornos da saúde pública municipal, o que mantém a insatisfação da população.

A ação de retomada do PS, extinguiu a Unidade de Pronto Atendimento da Vila Paulo Romeu, a transformando em posto de saúde, o que chamou atenção dos moradores para a movimentação na saúde municipal. A partir de então, reclamações e cobranças se intensificaram para a solução de impasses antigos, como a quitação de dívidas com funcionários.

“Se muda muito e nada de concreto se faz. Reclamações sempre existiram, mas eram com menos intensidade por medo. Agora, são tantos descasos e mentiras… medidas são tomadas às escuras, tudo nas costas da população”, contou uma cuidadora, que preferiu não se identificar.

Com o atendimento concentrado no Pronto Socorro, funcionários da UPA foram remanejados para o PS ou postos de saúde. No entanto, segundo um funcionário da saúde, eles trabalham há meses com a incerteza de receberem pelas horas extras nas datas prometidas.

Além do atraso dos extras, os trabalhadores também esperam pelo pagamento de uma rescisão de contrato. “Quando a OS Cisne deixou de gerir a saúde municipal, a Prefeitura assumiu os funcionários. O contrato de seis meses venceu e teve uma prorrogação. Depois disso, não tinham dinheiro para pagar os funcionários e rescindiram o contrato. Tinham 15 dias para pagar, mas já atrasaram mais de 45 dias”, protestou o funcionário.

Não apenas problemas de Cruzeiro afetam a unidade hospitalar local. Com o fim da intervenção da Santa Casa de Queluz, programado para o dia 25 de agosto, mais de 160 funcionários municipais serão demitidos. Os profissionais que seriam contratados pela nova gestão, são do último concurso público, que está sob investigação por ação judicial.

Caso o concurso seja dado como ilegal e os trabalhos de funcionários da Irmandade não sejam solicitados, a população poderá ficar sem atendimento. A situação afetará moradores de mais três municípios, além de Queluz. Como consequência, parte da demanda chegaria até a Santa Casa de Cruzeiro, que enfrenta dificuldades na qualidade de atendimento por decorrência da enorme crise financeira.

Atendimento – De acordo com nota da Prefeitura, o PS seguirá atendendo pacientes de Cruzeiro e a demanda de mais 11 municípios referenciados, durante 24 horas por dia. Já o Pronto Atendimento da Vila Paula Romeu terá o funcionamento reduzido para 12 horas e posteriormente deverá funcionar como uma ESF (Estratégia Saúde da Família) para atender os moradores da Vila Loyelo.

Procurado pela redação do Jornal Atos, o secretário de Saúde, Wagner Streitenberger, não respondeu até o fechamento desta edição.

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