Diretora da Santa Casa de Cruzeiro denuncia furto de documentos do hospital

De acordo com médica, caso pode envolver possível crime eleitoral; entidade segue em série crise financeira

Entrada principal do Pronto Socorro de Cruzeiro; hospital é um dos principais pontos da crise regional (Foto: Maria Fernanda Rezende)
Entrada principal do Pronto Socorro de Cruzeiro; hospital é um dos principais pontos da crise regional (Foto: Maria Fernanda Rezende)

Maria Fernanda Rezende
Cruzeiro

A diretora técnica da Santa Casa de Cruzeiro, Vitória de Fátima da Costa, denunciou, na manhã da última terça-feira, um caso de furto de documentos na entidade. A situação envolveria funcionários que são candidatos políticos na cidade.

Segundo Vitória, ela recebeu a informação de que documentos de cunho restrito do hospital haviam sido pegos, copiados e encaminhados a terceiros, não relacionados ao hospital. O hospital fez um boletim de ocorrência, no último dia 23, que deverá ser encaminhado para Polícia Federal, já que implica em um possível crime eleitoral.

“Temos cinco colaboradores que são candidatos. Quatro são contratados por CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e um é prestador de serviço na pessoa jurídica, que é um médico. Foi solicitado justamente as notas fiscais e os cheques de pagamento do referido médico, que é um dos candidatos que presta serviço no hospital”, explicou a diretora.

Qualquer documento interno só pode sair do local por solicitação jurídica e com autorização da administração.
Os cinco colaboradores continuam trabalhando normalmente. Vitória afirmou que, embora a Santa Casa esteja sob intervenção, essa é uma medida temporária, ou seja, não caracteriza nenhum dos funcionários como servidores municipais. Todos são pagos com cheques da entidade, exceto aqueles que foram remanejados do Pronto Atendimento da Vila Paulo Romeu.

Caos – Há quase um ano sob intervenção da Prefeitura, a Santa Casa do município enfrenta uma grave crise financeira. O Pronto Socorro permaneceu fechado por três meses, tempo em que o hospital recebeu apenas pacientes em caso de urgência ou emergência.

Após reabertura do PS, a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Paulo Romeu foi extinguida e transformada em posto de saúde. O serviço de pequenas consultas foi totalmente transferido para o hospital.

“De certa forma, essa medida foi melhor porque com a porta aberta do Pronto Socorro, o aporte de paciente de convênio aumentou. Entretanto, nosso aporte de laboratório aumentou muito, de Raio-x aumentou muito e na mesma proporção o fornecimento dos insumos para que o atendimento de toda cidade funcionasse aqui, não foi aumentado”, relatou a diretora técnica da Santa Casa.
O hospital é referência para sete cidades do Vale Histórico e continua recebendo normalmente os pacientes de fora do município.

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