Cruzeiro salva verba e retoma restauração de complexo ferroviário

Obra aguardava adequação para recuperação de convênio com governo; estações, galpões e praça devem ser atendidos

A Etação Ferroviária de Cruzeiro que teve convênio recuperado para retomar restauração anunciada em 2017 (Foto: Arquivo Atos)
A Estação Ferroviária de Cruzeiro que teve convênio recuperado para retomar restauração anunciada em 2017 (Foto: Arquivo Atos)

Marcelo Augusto dos Santos
Cruzeiro

Dois anos após o anúncio do prefeito de Cruzeiro, Thales Gabriel Fonseca (SD), por meio de um vídeo nas redes sociais, a prorrogação do convênio com o Governo Federal para reestruturação da Estação Ferroviária deve sair do papel, e a cidade volta a contagem regressiva para recuperar toda a estrutura ferroviária. A informação sobre a reforma foi publicada no dia 14 de junho de 2017, mas aguardava a adequação para o início das atividades, aposta do município para alavancar os setores de turismo e logística.

Há dois anos foi estipulado um prazo para a recuperação até 30 dezembro de 2017, com início da reforma ainda no mês de junho, mas a cidade não conseguiu prosseguir com o projeto. O impasse com a estrutura vem desde 2007, durante o governo de Celso Lage, quando a cidade foi condenada a devolver a verba de R$ 1,5 milhão que seria investida na reforma. Na gestão de Ana Karin (PRB), o município também não investiu ou buscou acordo após a condenação.

Já no governo de Thales Gabriel, as Prefeitura decidiu negociar e recuperar o convênio federal, o que foi anunciado em 2017. Naquele ano, o então secretário de Planejamento e Obras, Rodolfo Scamilla, contou que o projeto estava em processo de alteração. “Esse convênio é antigo, estava suspenso por descumprimento de algumas etapas. O prefeito foi até à Caixa Econômica, que é quem administra, e conseguiu a liberação de um novo projeto. Agora, está em fase de adaptação do projeto antigo para poder começar a obra”.

A alteração, relatada por Scamilla, foi necessária devido ao tombamento do complexo ferroviário da cidade pelo patrimônio histórico, o que levou o projeto a passar por análise em órgãos federais.

Além da estação, dois galpões, a Praça Cinquentenário e a Estação Rufino de Almeida, na estrada entre Cruzeiro e Passa Quatro, também serão atendidas pela restauração.

Em entrevista concedida ao Jornal Atos, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Diego Miranda, explicou como a pasta trabalhou com o processo de licitação. “Há cerca de um mês conseguimos fechar o convênio com a Caixa Econômica Federal para a realização do restauro do complexo. Neste mês de agosto iremos fazer o lançamento da licitação para escolha da empresa que gerenciara a obra”.

A obra, agora estimada em R$ 2,5 milhões, aguarda a definição da empresa que assumirá o trabalho. O edital para a contratação foi publicado e estará disponível no site da Prefeitura por trinta dias. Somente após a abertura dos envelopes de propostas passa a valer o novo prazo de 18 meses para a entrega das áreas recuperadas.

A expectativa é que em 2021 a cidade volte a contar com as estações, praça e galpões. “Cruzeiro nasceu da ferrovia. Seu próprio nome vem do entroncamento, do cruzamento entre São Paulo, Rio e Minas Gerais. Com a recuperação do complexo e depois das linhas, vamos poder estimular o turismo e o polo logístico, ampliando o emprego e colocando Cruzeiro cada vez mais no foco nacional”, avaliou Miranda.

 

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