Cruzeiro pede empréstimo de R$ 20 milhões para conter dívida de hospital

Proposta ao Estado tenta garantia-adesão a financiamento pelo BNDES; Santa Casa atende com rombo de R$ 22 milhões

A prefeita Ana Karin e seus assessores durante encontro na Agência de Desenvolvimento, onde tenta buscar recursos para não travar a saúde
A prefeita Ana Karin e seus assessores durante encontro na Agência de Desenvolvimento, onde tenta buscar recursos para não travar a saúde

Da Redação

Cruzeiro

 

A prefeita de Cruzeiro Ana Karin Almeida (PRB) foi até à capital paulista em busca de mais apoio do Estado para recuperar a Santa Casa. Ela tenta um empréstimo de R$ 20 milhões para reduzir a dívida no hospital, foco de uma das maiores crises no atendimento da saúde na região.

Ana Karin solicitou o financiamento na Agência de Desenvolvimento Paulista, que agora analisa o pedido, com promessa de resposta nos próximos dias.

De acordo com a prefeita, se aprovado, o recurso via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) será gasto para equipar a unidade de Saúde, incrementar o quadro médico e saldar parte da dívida de R$ 22 milhões.

Juros baixos e prazos longos teriam atraído Cruzeiro na tentativa de adesão às linhas de financiamento da agência estadual. Acompanhada do procurador jurídico de Cruzeiro, Magno Abreu, e do interventor da Santa Casa, Rodrigo Araújo, Ana Karin se reuniu com o gerente de Negócios e Operações da Desenvolve SP, Rafael Bergamashi, que explicou que a liberação do crédito para os municípios só acontece após a comprovação do equilíbrio dos caixas da Prefeitura e da capacidade de endividamento das cidades. “Outras cidades estão na ‘fila’ aguardando apreciação quanto às suas demandas. Caso tudo dê certo, a liberação do valor pode acontecer em até três meses”, contou.

Para reativar o hospital, a Prefeitura encaminhou uma ação ao Ministério Público, alegando improbidade administrativa por corrupção e omissão por parte do governo de Rafic Simão (PMDB), que administrou a cidade no período em que Ana Karin estava cassada.

Com a medida, o Executivo conseguiu alterar o sistema de administração da Santa Casa de intervenção para “requisição administrativa do prédio”, usual em casos de falência. De acordo com o governo Ana Karin, a intervenção, adotada em outubro, não teve planejamento técnico, orçamentário, administrativo e jurídico.

A contratação em caráter emergencial da Cadesp (Centro de Apoio ao Desenvolvimento da Saúde Pública) foi anunciada no último dia 10. Com o contrato de aproximadamente R$ 1,6 milhão mensais, a OSS (Organização Social de Saúde) passou a gerenciar o hospital. Entre os serviços retomados estão o Pronto Socorro, maternidade, clínica médica, ortopedia e pediatria.

O acordo, que inclui o atendimento na rede pública como o Pronto Atendimento, na Vila Paulo Romeu, foi fechado com o fim do convênio de emergência com a OS Cisne.

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