Cruzeiro define orçamento de R$ 169 milhões com 31% para Educação e 27% para Saúde

Sistema que atende mais de cem pessoas em Lorena tem expectativa de liberação na secretaria de Saúde para o início de 2016

Representantes do sindicato dos servidores conferem verba destinada a categoria na sessão que definiu orçamento de 2016 (Francisco Assis)
Representantes do sindicato dos servidores conferem verba destinada a categoria na sessão que definiu orçamento de 2016 (Francisco Assis)

Da redação
Cruzeiro

A Câmara de Cruzeiro encerrou o ano com a aprovação do projeto de lei que define o orçamento de 2016 na cidade. O texto traz a previsão de R$ 169 milhões em caixa para que o Executivo coloque em prática as ações de atendimento à população e despesas.
A tranquila votação, na noite desta segunda-feira, aprovou por unanimidade o valor estabelecido para os gastos do exercício do último ano de mandato de Ana Karin de Almeida (PRB). De acordo com o texto, dos R$ 169,277.909,16, quase R$ 141 milhões são destinados aos gastos do Executivo, R$ 6,5 milhões ao Legislativo, enquanto em torno de R$ 21,8 milhões serão destinados aos custos com as autarquias Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Cruzeiro) e ESC (Escola Superior de Cruzeiro).
Entre os setores chaves no governo, previsões de orçamento acima do estipulado por lei. Na Educação, o orçamento tem perspectiva de gasto de 31% (quase R$ 52 milhões), enquanto a Saúde fica com uma fatia de 27% (quase R$ 46 milhões). A secretaria de Administração deve contar com pouco mais de R$ 23 milhões em 2016 (14%).
A lei do orçamento do próximo ano recebeu três emendas modificativas aprovadas por unanimidade.
O vereador Thales Gabriel Fonseca (PCdoB) apresentou a proposta de remanejamento de R$ 18 mil do valor destinado ao Gabinete do Executivo para a secretaria de Relações Institucionais, Cultura e Esportes, especificamente em convênio com a Associação Atlética Aliança Futebol Clube.
A segunda emenda, apresentada pelos vereadores Marco Aurélio Siqueira (PR) e Charles Fernandes (PDT), ampliou a reserva de contingência para 10% (diferente do 1% previsto no texto original). A medida tenta segurar reserva maior para possibilitar margem de negociação em reajustes salariais dos servidores municipais.
A terceira e última emenda alterou de 10% para 5% o limite que o Executivo terá para abertura de créditos adicionais suplementares. A proposta também foi apresentada por Siqueira ao lado de Thales Gabriel e pelo presidente da Câmara, Diego Miranda (PSDB).
Prevenção – No orçamento aprovado, a previsão para a receita de serviço com pessoal e encargos estaria próxima a R$ 85 milhões. Os salários de servidores foi um dos “calcanhares de Aquiles”, tanto da administração de Rafic Simão (PMDB), quanto de Ana Karin.
Durante a semana, um grupo de funcionário públicos ligados à Prefeitura de Cruzeiro protestou contra o atraso de salários e vale alimentação, no valor de R$ 215. A diretora do Sindicato dos Servidores foi até a Câmara cobrar um posicionamento dos vereadores.
Nesta terça-feira, a Prefeitura anunciou em nota, que irá pagar a segunda parcela do 13º salário nesta sexta-feira, dia em que entra em recesso (apenas os serviços essenciais seguem atendendo).
Entre concursados, temporários e comissionados, 1.589 funcionários receberam o benefício.
A primeira parcela do 13º salário (correspondente a R$ 1.020.450,77) foi repassada aos servidores no último dia 30. Além da segunda parcela, a Prefeitura garantiu também que irá pagar o vale-alimentação na próxima terça-feira.

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