Crise leva Rafic adotar demissões para cortar gastos em Cruzeiro

Cargos comissionados na Prefeitura terão ainda redução de salários; cidade arrecadou R$ 2 milhões a menos em julho

Rafic Cruzeiro (2)
O prefeito Rafic Zake, que diante da crise, anunciou o corte de 30% dos contratados em cargo de confiança (Foto: Leandro Oliveira)

Da Redação
Cruzeiro

Poucas cidades da região foram tão afetadas pela crise como Cruzeiro. Demissões na Maxion, saúde em colapso e uma perspectiva negativa para os cofres públicos. Na tentativa de conter a baixa econômica, o prefeito Rafic Simão (PMDB) revelou que o remédio deve ser dos mais amargos, o corte no funcionalismo público.

Com verbas barradas na Justiça, a Prefeitura tem dificuldade em fechar o mês. O prefeito revelou que uma queda na arrecadação no último mês “tirou” da cidade R$ 2 milhões. “Além de toda essa questão da Santa Casa, entre julho e agosto, a cidade deixou de arrecadar R$ 2 milhões. De R$ 6,5 milhões esperados, arrecadamos R$ 4,5 milhões. Com R$ 6,5 milhões já seria difícil, imagina agora”.

Para o prefeito é normal que se cobre a Prefeitura, pela proximidade, mas as cidades são prejudicadas porque dependem de si para fazer dinheiro. “A ajuda do Governo Federal é baixa. Do Estado, mais baixa ainda. Estamos muito preocupados, porque isso reflete diretamente na população”.

Além da arrecadação menor, o município deixa de receber R$ 600 mil mensais sequestrados, devido à ações trabalhistas do governo anterior. Com os problemas para fazer caixa, Cruzeiro deve passar pelo corte de gastos, com a demissão de comissionados. “Chegamos ao limite. Minha arrecadação inteira só paga folha, consignado e Câmara. Por isso vamos renegociar contratos. Infelizmente, alguns serviços não podem ser mexidos por ser efetivos. Nem nos salários”.

Os cortes serão de 30% entre os cargos comissionados, ou seja, de 35 a 40 funcionários. O sistema prioriza cargos técnicos. “Hoje, não há mais cargos políticos, contratamos técnicos. Temos dois jurídicos de carreira efetivos, quando na verdade, precisávamos de 15. Por isso se preenche com comissionados”, destacou Rafic.

De acordo com o prefeito, cargos como psicólogo, assistentes sociais, contadores e tributaristas são hoje ocupados por comissionados, já que não há efetivos.

Sobre os salários, o prefeito ainda não revelou números, mas já adiantou que também serão abatidos. “Vamos baixar salários, mas só podemos dos comissionados. Temos situações absurdas, com diretores ganhando R$ 2 mil e outros diretores R$ 14 mil, mais que o prefeito, fruto de más gestões, quando se criou abismos entre salários em profissões iguais”.

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