Mariza Hummel é eleita próxima presidente da Câmara de Cachoeira

Vereadora da base governista se prepara para assumir Casa marcada por votações polêmicas e racha sobre propostas na cidade

A vereadora Mariza Hummel eleita para a próxima  (Foto: Reprodução)
A vereadora Mariza Hummel eleita presidente da nova mesa diretora; parlamentar alega bom relacionamento com a Casa (Foto: Reprodução)

Rafael Rodrigues
Cachoeira Paulista

Os vereadores de Cachoeira Paulista elegeram, na última segunda-feira, a nova mesa diretora da Câmara para 2020, último ano da atual legislatura. A vereadora Mariza Hummel (PP) foi eleita com nove votos a próxima presidente do Legislativo cachoeirense.

Com maioria compondo a base governista, a presidência da Câmara foi disputada por dois vereadores que já demonstraram mais afinidade com a atual administração.

Além de Mariza, concorria ao posto o vereador Aldeci Baianinho (PSC), que além do seu próprio voto, recebeu o apoio de Nenê do São João (PSB). Carlinhos da Saúde (PSD), com problemas de saúde, não pode votar, e os demais parlamentares optaram pela vereadora para assumir a cadeira.

Mesmo compondo a oposição, os vereadores Professor Danilo, Dadá Diogo e Thales Satim também escolheram o nome de Mariza Hummel. “Pretendo continuar com os projetos voltados para sociedade, principalmente para as mulheres, fazendo uma administração amigável, pautada na transparência, moralidade, impessoalidade e na eficiência”, contou a parlamentar.

Para a mesa foram eleitos os vereadores Max Barros (DEM), escolhido como vice-presidente, Dimas Barbosa, e Vica Ligabo (PTB), respectivamente primeiro e segundo secretários.

Mariza Hummel fez questão de ressaltar que apesar de existirem os vereadores da base e oposicionista, ela se encontra em uma posição de conforto devido à sua experiência e bom relacionamento na Casa. “Tenho um bom relacionamento, inclusive da oposição, de quem também tive voto, e por isso acredito que teremos uma administração tranquila, pelo respeito que temos um pelo outro”.

Em seu sexto mandato, a vereadora tenta manter a neutralidade, estendendo os elogios ao prefeito Edson Motta (PR). “Tenho um bom relacionamento com o senhor prefeito, e mesmo votando alguns requerimentos para fiscalização, não sou de briga. E pelo que venho acompanhando, o senhor prefeito vem realizando um bom trabalho”, finalizou.

Casa polêmica – O último ano de mandato deve ser desafio para Mariza Hummel. Ela assumirá a direção da Câmara em meio às polêmicas entre a base governista e a oposição, amplificadas em 2019 após votações que salvaram o prefeito de cassação, como na acusação de contrato ilegal com empresas de advocacia (com vitória da base), e a reprovação por 7 votos a 6 do projeto de lei encaminhado pelo prefeito, que tinha como proposta a promoção de referência aos servidores municipais com tempo para aposentadoria pela Previdência Social (vitória da oposição).

Outra polêmica na Casa: um projeto que pede redução dos salários dos vereadores, para a legislatura 2021 a 2024, está sendo analisado. A cidade conta com 13 parlamentares, que têm salário de R$ 4,2 mil. A alternativa dos vereadores é reduzir o valor para R$ 1.310, e do presidente da Casa de R$ 5.961,35 para R$ 1.713. A folha mensal de pagamento dos parlamentares chega a R$ 59 mil. A ideia inicial do projeto era de reduzir para um salário mínimo (atualmente de R$ 998), mas acabou sendo reavaliado.

 

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