Edson Mota tenta afastar Prefeitura de Isec e Instituto nega irregularidades em investigadas

Entre o vereador Breno Anaya e a secretária, Gisely Fernandes, o prefeito Edson Mota, que rescindiu contrato (Foto: Rafaela Lourenço)
Entre o vereador Breno Anaya e a secretária, Gisely Fernandes, o prefeito Edson Mota, que rescindiu contrato (Foto: Rafaela Lourenço)

Da Redação
Cachoeira Paulista

A Prefeitura publicou uma série de respostas em textos e vídeos para reforçar que não tem ligação com as irregularidades investigadas.

A secretária de Negócios Jurídicos, Gisely Fernandes, destacou em vídeo divulgado nas redes sociais que a investigação criminal foca denúncias contra o Isec. “O MP estava em busca de documentos e contratos. Todos os documentos foram fornecidos, inclusive prestação de contas. Então por parte da Prefeitura, o próprio MP, Tribunal de Contas disse que não tem nada envolvendo a Prefeitura. A ação é exclusivamente contra a Isec”, frisou Gisely, que revelou que a Prefeitura já notificou a empresa sobre a rescisão do contrato, há sessenta dias. “Já está em andamento um concurso público, e a própria Prefeitura estará gerindo os programas da Saúde, que não podíamos assumir no ano passado porque havia uma confusão muito grande entre CNPJ da Santa Casa, com pessoas trabalhando no setor público da secretaria de Saúde”, contou.

Já o prefeito, em outro vídeo, tentou garantir que não está na mira do MP. “Existe muita exploração política, falando que existe desvio de verba pública. É tudo mentira, é R$ 309 mil que a Prefeitura pagava para empresa por mês para ela fazer uma gestão de quase cem funcionários. Não existe nenhum desvio de dinheiro, não existe nenhuma irregularidade”.

Mesmo com a afirmação da secretária de Negócios Jurídicos de que o Isec já havia sido informado da suspensão do contrato há sessenta dias, Mota informou que está rescindindo com a OS. “A partir de hoje (24), eu, Edson Mota, estou rompendo com a empresa Isec. Esse contrato de quase cem funcionários do ESF até que eu realize o concurso público. Todos os funcionários da Isec, a partir de hoje, são da minha responsabilidade”.

A reportagem do Jornal Atos ainda tenta contato com representantes do Isec, mas não conseguiu encontrá-los até o momento.

Em sua página oficial no Facebook, o Isec garantiu que não existe ilegalidade nos contratos com o município. “Diante dos fatos ocorridos, a Isec vem a público informar que os contratos celebrados em Cachoeira Paulista foram em estrita observância à lei, apresentam preços compatíveis com o de mercado e vem sendo executados a contento, com todas metas de atendimento à população devidamente atingidas. Os fatos serão devidamente esclarecidos aos órgãos competentes, assegurando que os serviços à população continuam sendo regularmente prestados. Reitera a Isec sua confiança no Poder Judiciário e sua disposição a prestar à colaboração necessária (trecho da publicação)”.

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