Edson Mota cancela Carnaval por “medo de mortes”

Após casos de violência em 2019, prefeito garante não ter condições de disponibilizar segurança para o evento

O prefeito Edson Mota que cancelou o Carnaval de Cachoeira Paulista; sem condições de segurança (Foto: Arquivo Atos)

Da Redação
Cachoeira Paulista

A Prefeitura de Cachoeira Paulista comunicou na última quinta-feira que não realizará o Carnaval de rua do ano de 2020, devido ao aumento de custo proveniente das questões de segurança e às mortes e violências ocorridas em 2019. O prefeito Edson Mota (PL) garantiu que o dinheiro economizado será convertido para a área da saúde.

No Carnaval de 2019 a cidade registrou dois mortos por overdose, um esfaqueamento e ataque com garrafa na jugular. Em um vídeo divulgado na página da Prefeitura no Facebook, o prefeito explicou a decisão. Em reunião com o Ministério Público, foi proposta a Mota uma festa até às 0h, mas de acordo com o prefeito, ele não conseguiria fazer a festa devido ao horário que os festejos estão acostumados a ir às ruas. “As pessoas estão acostumadas a chegar 22h, 23h, então eu não vou conseguir fazer um Carnaval acabando à meia noite. Outra coisa, essas obras que estamos fazendo na cidade, são convênios, é dinheiro que a gente busca federal ou estadual e o Carnaval nós temos que custear com dinheiro livre da Prefeitura”, explicou o prefeito, que contou ainda estar com muitos parcelamentos de dívidas anteriores como precatório, luz e água. “Não vou realizar o Carnaval, pra evitar a dor de cabeça”, concluiu.

Ainda segundo o vídeo, o Edson Mota reforçou que o dinheiro que seria destinado para o Carnaval está sendo utilizado na Santa Casa, na ampliação dos leitos. “No Pavilhão Iris, onde estava funcionando o Pronto Socorro, na parte de cima, estamos construindo mais leitos, para mais conforto para a população. Eu prefiro levar crítica por não fazer Carnaval do que ser criticado de não estar ampliando e melhorando a saúde. Meu último ano, quero fechar com chave de ouro, estou cuidando da cidade, então eu quero deixar o mínimo possível de resto a pagar”.

A reportagem do Jornal Atos entrou em contato com a Prefeitura de Cachoeira Paulista para obter mais informações da decisão do prefeito, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

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