Corte da Prefeitura deixa gestantes sem atendimento médico em Cachoeira

Ambulatório Municipal de Especialidades não conta com acompanhamento de obstetra desde segunda-feira; consultas são canceladas sem motivo plausível

A Santa Casa de Cachoeira Paulista, que teve atendimentos médicos suspensos, como o de obstetrícia (Foto: Thales Siqueira)

Da Redação
Cachoeira Paulista

A semana em Cachoeira Paulista começou não apenas com os debates sobre o resultado da eleição na cidade, mas reclamações quando a paralisação de um atendimento prioritária: o serviço de obstetra foi cancelado no Ambulatório Municipal de Especialidades. Pacientes protestaram contra o corte, decidido pela Prefeitura.

Todas as pacientes que tinham uma consulta agendada com a obstetra tiveram sua avaliação médica suspensa sem nenhum motivo plausível apresentado. Talitha Schubert, uma das pacientes, está na sua 35ª semana de gestação e dependia do serviço oferecido pelo município. Ela relatou que foi surpreendida com uma ligação da Santa Casa de Misericórdia afirmando que a obstetra estava sendo desligada e que não seria substituída.

A informação repassada era de que uma nova profissional seria contratada somente quando o próximo prefeito eleito (Antônio Carlos Mineiro-MDB) assumir a Prefeitura, janeiro. “Eu já estou na reta final, com 35 semanas e até a próxima gestão assumir já ganhei o neném. Agora, no final, também é importante ter um acompanhamento de um profissional”, lamentou Talitha.

Para saber se o serviço segue cancelado, a reportagem do Jornal Atos ligou para o serviço de agendamento do ambulatório (veja o vídeo abaixo). O intuito é saber se ainda havia a possibilidade de consulta com obstetra. A resposta recebida foi que o serviço havia sido cancelado na segunda-feira (16) e, desde então, os únicos especialistas que prestarão atendimento são ortopedista e cardiologista. “Quando que o atendimento retoma, eu não sei dizer pra você, porque vai ser na próxima gestão. Infelizmente, pegou a gente de surpresa. A gente ficou sem rumo, não sabendo o porquê de tudo isso. Não é culpa nossa, espero que vocês não fiquem bravos com a gente. Foi apenas ordens que nós recebemos”, repassou a atendente (o nome da funcionária foi mantido em sigilo pela reportagem). “Ontem (terça-feira), ‘as meninas’ chegaram com as agendas e cancelaram todas, mas sem dar um motivo apenas cancelando”, relatou.

Após a ligação, a reportagem entrou em contato com a Prefeitura, para ouvir o governo Edson Mota (PL) sobre o fim do atendimento. Entre os apontamentos: o que motivou o desligamento dos profissionais; previsão de retorno das consultas; se o Município estava realizando algum tipo de ajuda para pacientes que precisam se deslocar até outra cidade. Mas nenhuma resposta foi encaminhada pela administração municipal até o fechamento desta edição.

Semanal – Outra decisão dentro da cidade que gerou polêmica foi a alteração do sistema de divulgação do boletim com os números da Covid-19 em Cachoeira. Assim como os outros municípios, a Prefeitura cachoeirense mantinha a divulgação diária dos números de infecções, mas agora, os dados passam a ser lançados semanalmente. “…os dados serão consolidados e publicados toda sexta-feira. Qualquer eventualidade, um boletim extraordinário será publicado, em caráter de manter a informação atualizada…”, destacou a Prefeitura, em nota divulgada nas redes sociais.

Com 22 mortos registrados até esta sexta-feira (20), Cachoeira tem ainda 485 infectados e 152 casos suspeitos de contaminação pelo novo coronavírus.

 

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