Câmara de Cachoeira arquiva processante contra Breno Anaya

Vereador se livra de cassação por viagem a São Paulo, menos de um mês após votação favorável a Guilherme Marcondes

O vereador Breno Anaya foco de CPI arquivada em Cachoeira Paulista; (Foto: Arquivo Atos)
O vereador Breno Anaya foco de CPI arquivada em Cachoeira Paulista; viagem motivou investigação (Foto: Arquivo Atos)

Jéssica Dias
Cachoeira Paulista

A Câmara de Cachoeira Paulista engavetou o pedido para a abertura de uma processante contra o vereador Breno Anaya (PSC), referente a uma viagem do Legislativo, paga com dinheiro público, a São Paulo onde teria, de acordo com apontamento, levado sua mãe para fins particulares.

O parecer, que pediu o arquivamento, foi aprovado por dois votos a um, sendo Carlinhos da Saúde (PSD) e Agenor do Todico (PSDB) votando favoráveis e Thales Satim (PSC) contrário. No plenário, votaram contrário ao arquivamento Satim, Rodolpho Veterinário (Rede), Tião do Marly (PL) e Dadá Diogo (PODE).

A CPI (Comissão Processante de Inquérito) foi solicitada pelo vereador à época Guilherme Marcondes (PSD), que também respondeu a uma CPI, também arquivada na Câmara, no último dia 31. Ele foi acusado de falsificar requerimento de viagem no período que foi presidente da Câmara, em 2016, com intuito político e para fins eleitorais.

No dia 22 de outubro, Anaya foi à tribuna, quando se defendeu, frisando que falsificaram sua assinatura e que não estava ciente que a viagem seria paga com dinheiro público, mas confirmando que assinou um cheque no valor de R$ 910, que estava no nome de um motorista da Câmara. “O cheque que eu assinei de fato estava no nome do César (motorista), poderia ter sido adiantamento de 13º, e se era adiantamento de viagem, porque o cheque está com a data do dia 28 de julho e não dia 25 ou 26. Então foi canalhice”, acusou.

O vereador contou que foram feitos dois empenhos, e os dois estão com a mesma assinatura. “Se fizer um exame grafotécnico (análise científica da letra de um indivíduo a fim de apontar a veracidade do documento), vai ver que a mesma pessoa que fez um empenho, fez outro”, afirmou Anaya.

Marcondes também garantiu que sua assinatura foi falsificada. “Na viagem que fui para São Paulo, não consta a minha assinatura como presidente, aquela letra não é minha. O vereador (Anaya) e a dona Mariza disseram que eu falsifiquei o documento, eu já mandei para uma perícia técnica verificar a validade disso. O cheque da viagem foi assinado por mim e pelo vereador Breno”.

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