Base segura oposição e livra João Luiz de nova processante

Denúncia de ex-secretário cobra prefeito por atraso na entrega de LDO em Cachoeira

Adilton e Marcelo Picão, parte da base que garantiu vitória de João Luiz (à direita) contra pedido de processante (Arquivo Atos)
Adilton e Marcelo Picão, parte da base que garantiu vitória de João Luiz (à direita) contra pedido de processante (Arquivo Atos)

Da Redação

Cachoeira Paulista

 

A oposição em Cachoeira Paulista não conseguiu emplacar uma nova comissão processante contra o prefeito João Luiz Ramos (PSB). Por sete votos a seis, a Câmara derrubou o pedido apresentado por um policial militar e ex-secretário sobre o atraso na entrega do relatório da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), sob revolta de quem esperava um bombardeio ao petista.
A promessa de oposição intensificada para 2016 deve encontrar dificuldades. Pelo menos é isso que a votação do pedido de abertura da comissão processante mostrou.
A denúncia partiu do policial militar aposentado Olair Eduardo Gonçalves, ex-secretário de Segurança do governo João Luiz. Ele protocolou uma denúncia baseada no artigo do decreto federal 201/67 sobre o atraso na peça orçamentária, que poderia levar à cassação do chefe do Executivo.
Com prazo determinado por lei em 30 de setembro, a LDO só foi protocolada na Câmara dois meses depois. A denúncia foi encaminhada e entrou em votação em caráter de emergência na sessão desta terça-feira.
Votaram a favor da proposta de abertura da comissão processante os vereadores Aurélio da Farmácia (PMN), Breno Anaya (PSC), Claudinho Gaspar (PV), Guilherme Marcondes (PSC), Carlinhos da Saúde (PR) e Mariza Hummel (PP). O prefeito acabou livre da acusação com os votos contrários de Catia Bueno (PT), Dogão do São João (PHS), Elói Marcos de Souza (PSDB), Adilton Ferreira Reis (PT), Marcelo Picão (PT), Maximilio Miranda (DEM) e Toia da Reciclagem (PR).
De acordo com Guilherme Marcondes, que se prepara para presidir o Legislativo a partir de janeiro (leia texto nesta edição), o atraso na entrega do documento prejudica não só os vereadores, como o planejamento de gastos do próximo ano. “Esse é o problema, a administração na cidade. Além da perda do repasse do Governo devido a essa roubalheira, o município não faz a sua parte. Era possível ser mais eficiente. Então a culpa é tanto do Governo como da cidade”.
Em outubro, os vereadores chegaram a questionar o número de secretarias, pedindo a redução de pastas. “Não é acabar com as secretarias, mas sim unir algumas. Cultura, Turismo e Desenvolvimento podem ser uma só secretaria. Outro exemplo é Educação, Esporte e Lazer. Juntar o trabalho em um secretário, fazendo a economia. Enxugar, sem cancelar o trabalho da pasta”, explicou Marcondes. “Deveria cortar a secretaria de Planejamento, que nem consegue manter a LDO na data certa, sem planejamento, fora que atrasa salários”, ironizou Breno Anaya.

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