À espera de público, Claudinho pede novo adiamento para redução de vereadores

Autor do projeto garante que com menos cadeiras, Câmara de Cachoeira terá economia; proposta está engavetada há mais de dois anos

O vereador Claudio Gaspar, autor do projeto que pede redução na Câmara de Cachoeira Paulista (Foto: Arquivo Atos)
O vereador Claudio Gaspar, autor do projeto que pede redução na Câmara de Cachoeira Paulista (Foto: Arquivo Atos)

Lucas Barbosa
Cachoeira Paulista

Considerado o projeto mais polêmico da atual legislatura de Cachoeira Paulista, o pedido de redução do número de vereadores foi novamente adiado na última sessão. Para o espanto da população, desta vez o pedido foi feito pelo autor do projeto, Claudinho Gaspar (Rede).

Em maio de 2014, Claudinho, que era presidente da Câmara, apresentou uma emenda à Lei Orgânica para a redução, a partir de 2017, no número de vereadores eleitos de 13 para 9.

O parlamentar afirmou que a diminuição de cadeiras, além de contribuir para maior economia aos cofres públicos, serviria para qualificar o quadro legislativo, que na visão dele é “ocupado por diversos vereadores que não estão cumprindo de forma assertiva o dever que o cargo implica”.

Após mais de dois anos e meio de espera, o projeto seria colocado em discussão na última sessão, mas Claudinho acabou pedindo novo adiamento da votação da proposta para duas sessões posteriores.

O pedido surpreendeu os colegas da Casa, presidida por Guilherme Marcondes (PSD), e acabou causando uma discussão entre o autor e o vereador Max Miranda (DEM). Claudinho foi questionado sobre a falta de nexo do pedido de adiamento, já que ele estaria há tempos cobrando que o projeto entrasse em pauta. Minutos depois da “troca de farpas”, os outros vereadores acabaram com a discussão.

De acordo com Claudinho, o pedido foi motivado pela falta de público na Câmara. “A população tem que estar em peso quando tivermos essa votação. A redução do número de cadeiras é uma realidade em diversos municípios do país que perceberam a necessidade de cortar gastos. Sabemos que não é um Legislativo cheio que contribui para a cidade, mas sim a qualidade dos vereadores”.

O autor do projeto revelou ainda outro motivo que o impulsionou a pedir o adiamento da discussão. “Percebi que um grupo de colegas iriam fazer uma manobra política para que o projeto nem saísse da Comissão de Justiça e Redação ou usariam outro artificio para rejeita-lo”.

Segundo Claudinho, a redução do número de cadeiras significaria uma economia de R$ 200 mil aos cofres públicos, já que atualmente cada um dos 13 vereadores recebe um subsidio de aproximadamente R$ 3,3 mil.

O pedido de adiamento do projeto foi aceito pela presidência da Casa e a expectativa é que seja colocado em discussão na próxima semana.

A reportagem do Jornal Atos entrou em contato com o vereador Max Miranda, que se posicionou de forma contrária à proposta, mas ele não foi encontrado até o fechamento desta edição.

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